Baixa econômica na América Latina e Caribe
Publicado em 16/01/2007 21:59
Adital - O crescimento econômico na América Latina e Caribe, depois de quatro anos de um aumento de quase 5% numa média anual, deverá diminuir para 4,2% neste ano. O prognóstico faz parte do documento "Situação e Perspectivas para a Economia Mundial 2007", da Organização das Nações Unidas, divulgado no último dia 10. A queda esperada para este ano segue a redução geral da economia mundial.
Apesar do crescimento da região ter sido o menor entre as regiões em desenvolvimento, a América Latina e o Caribe se encontram mais resistentes para lidar com os golpes externos depois de terem alcançado excedentes de conta correntes regionais por vários anos consecutivos que consolidaram as posições de reserva internacional, a medida que reduziram o déficit fiscal e a dívida externa pública.
Contudo, o documento adverte que um "desenvolvimento desordenado" dos desequilíbrios mundiais poderia reverter rapidamente esta situação. A demanda local se converteu no principal gerador de crescimento econômico na região nos últimos anos. E a formação do capital fixo bruto foi o componente de crescimento mais rápido da demanda, com índices de crescimento de 13%, em 2004; 10,7%, em 2005, e índices similares em 2006. O índice médio de investimento agora constitui 22% do PIB, mais ainda está abaixo do nível anterior à crise financeira de 1997.
O relatório da Onu informa que o crescimento na região teve uma base mais ampla que no passado e, ainda que as economias da América do Sul, tenham liderado em termos de índices de crescimento, se estreitou a distância entre o México e a América Central. Ao atingir 4,2% em 2006, o crescimento do PIB do México superou as expectativas, elevado pelo aumento no consumo privado e público, bem como por um forte investimento público num ano eleitoral.
O documento indica, ainda, que as estimativas para o índice do crescimento do Brasil baixaram com relação ao prognóstico anterior, já que os resultados do segundo trimestre foram inferiores aos esperados por conta de um queda nos índices de crescimento e as exportações da indústria têxtil, diminuindo um pouco as expectativas de recuperação. O crescimento de 3,3% do PIB brasileiro em 2006 foi modesto e baixou a média regional. Espera-se que seu crescimento se mantenha moderado num índice similar em 2007. Pelo contrário, as economias da Argentina e da Venezuela tiveram um melhor desempenho do esperado.
O consumo privado e o investimento real continuaram respaldando a recuperação da Argentina e o crescimento do PIB permaneceu forte em 8% em 2006. Ainda assim, se espera que caia para 6,1% este ano. Os preços elevados para a exportação de petróleo favorecerão o crescimento econômico na Venezuela e, em menor grau, na Colômbia e Equador.
O Chile e o Peru continuaram com um bom desempenho já que a demanda por suas matérias primas de exportação, especialmente os metais e minerais, permanece forte. A inflação média continuou diminuindo por quatro anos seguido, de 12,2% acumulados em 2002 para 4,5%, em 2006, com uma inflação menor no Brasil, contribuindo fortemente para a queda na média regional. A inflação também caiu notavelmente na Argentina, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Haiti, Honduras e Panamá. Ainda que a Argentina enfrente uma inflação relativamente alta (10% em 2006), esta se desacelerou.
El informe encuentra que si bien el déficit fiscal en la región ha disminuido constantemente desde 2003, los ingresos crecientes también permitieron a los gobiernos aumentar los gastos, incrementando levemente el déficit en 2006. Los índices de la deuda pública decrecieron y su composición también mejoró a términos más favorables. Sin embargo, muchos países, incluyendo Argentina y Brasil, aún tienen deudas públicas excepcionales iguales a más del 50 por ciento del PIB.
O relatório afirma que ainda que o déficit fiscal na região tenha diminuído constantemente desde 2003, os recursos crescentes também permitiram aos governos aumentar os gastos, elevando levemente o déficit em 2006. Os índices da dívida pública decresceram e sua composição também melhorou para um patamar mais favorável. Contudo, muitos países, incluindo a Argentina e o Brasil, ainda têm dívidas públicas excepcionais iguais a mais de 50% do PIB.
Mais informações em http://www.un.org.





















