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OCDE vê período de crescimento para o Brasil

Publicado em 09/02/2007 11:50

BBC Brasil
BBC Brasil
O Brasil deve aumentar o ritmo de crescimento nos próximos meses, indica um relatório divulgado nesta sexta-feira, em Paris, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma espécie de "clube dos países ricos".

O índice dos principais indicadores econômicos nacionais mostra ainda que as economias emergentes continuarão puxando o crescimento mundial.

O CLI, como é chamado o indicador compilado mensalmente pela entidade, teve um aumento expressivo em três dos quatro países hoje considerados a ponta de lança entre os emergentes – China, Brasil e Índia.

Na Rússia, sempre citada com o quarto protagonista entre os emergentes, as perspectivas de crescimento são desanimadoras.

Entre os países ricos, o indicador revelou tendências mistas. As sete maiores economias do mundo (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, EUA e Grã-Bretanha) devem crescer levemente como grupo, mas deve haver contração na França e na Grã-Bretanha.

Emergentes

O CLI leva em considerações diversas estatísticas nacionais a fim de prever ciclos de crescimento ou desaceleração na economia. Em geral, o indicador de hoje revela o que acontecerá dentro de seis meses, afirma a OCDE.

No caso do Brasil o CLI já avança pelo sétimo mês consecutivo, sugerindo que o país deve aumentar o ritmo de crescimento econômico.

A aceleração do índice para o Brasil passou de 9,3% para 10,5% entre novembro e dezembro.

A tendência é similar à da Índia, cuja taxa havia avançado de 8,3% para 8,8% entre outubro e novembro.

Mas o responsável pelo indicador, Ronny Ninsson, disse que a trajetória do índice indiano é "mais suave, ao passo que a economia no Brasil é mais cheia de altos e baixos".

No caso chinês, os indicadores mostram que o país está prestes a alcançar os níveis de atividade econômica que registrava no de 2003, considerado aquecido.

Já a Rússia parece estar diante de mais alguns meses de desaceleração. Entre novembro e dezembro, o índice subiu pela primeira vez desde abril.

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