Lei do Saneamento Básico entra em vigor com incentivos ao controle social
Publicado em 22/02/2007 15:21
Rosamélia de Abreu
De A Voz do Brasil
Brasília - A Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445/2007) passa a valer
oficialmente a partir de hoje (22). O texto, sancionado no ano passado,
prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água, rede de
esgoto e drenagem de águas pluviais, além da coleta de lixo para
garantir a saúde da população brasileira.
Entre as principais
mudanças estabelecidas está o controle social na gestão dos serviços
prestados de saneamento. De acordo com o secretário nacional de
Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Sérgio Antônio
Gonçalves, a lei criou mecanismos e procedimentos que garantem à
sociedade informações, representação técnica e participação nos
processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação
relacionados aos serviços públicos de saneamento básico.
Será criado o Sistema
Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). O sistema terá como
objetivo coletar e sistematizar dados relativos às condições da
prestação dos serviços públicos de saneamento básico, permitindo e facilitando o monitoramento e avaliação da
eficiência e da eficácia da prestação dos serviços de saneamento
básico. Os dados do sistema vão estar disponíveis na internet.
Estão
previstas ainda regras para o corte dos serviços de saneamento no caso
de inadimplência do usuário. Somente hospitais, escolas, asilos e
penitenciárias têm a garantia do fornecimento do serviço. O consumidor
deve ser informado do corte do serviço 30 dias antes de a empresa
adotar a suspensão do fornecimento.
A Lei do Saneamento Báscio
determina investimentos no setor de R$ 10 bilhões por ano, incluídos
recursos (R$ 3 bilhões) provenientes do Programa de Aceleração de
Crescimento (PAC). Para o secretário nacional de Saneamento Ambiental,
esse investimento anual durante o período de 20 anos garantirá a
universalização dos serviços, ou seja, o acesso de todos os domicílios
do país ao saneamento básico.
Segundo Sérgio Antônio Gonçalves,
o grande desafio do Brasil é a instalação e tratamento de esgoto
sanitário. Apenas 47% da população urbana brasileira tem acesso a rede
coletora de esgoto e apenas metade desse percentual conta com serviço
de tratamento de esgoto. A maior parte dos novos investimentos serão
direcionados para o esgotamento sanitário.























