Chinaglia diz que Câmara não vai votar projetos contra violência sob pressão
Publicado em 12/02/2007 22:50
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O
presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), rebateu hoje
as críticas de que o Congresso decidiu colocar em votação projetos na
área de segurança pública somente depois de provocado pela morte do
menino José Hélio Fernandes, de 6 anos. Na pauta da Câmara desta semana
estão nove projetos de lei que endurecem a legislação criminal.
Chinaglia
negou, no entanto, que tenha incluído as matérias depois do clamor
popular provocado pela morte do menino. "Não há necessidade de
acontecer um caso novo para que nós saibamos que temos um drama nesse
país. Anunciamos antes da duríssima tragédia essa definição [da pauta].
É uma crítica precipitada, mas respeitamos essa opinião. (...) É nosso
dever transformar indignação em decisão eficaz", afirmou.
Apesar
da negativa de Chinaglia, a pauta de votações da Câmara só foi definida
na última sexta-feira em uma reunião do deputado com integrantes da
Mesa Diretora da Casa. A morte de João Hélio ocorreu na quarta-feira.
Chinaglia
também rebateu críticas sobre a paralisia, na Câmara, do pacote
anti-violência aprovado pelo Senado Federal em junho do ano passado. As
dez propostas que integram o pacote esperam por votação na Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara desde então.
"O que veio do
Senado não está em condições de ser votado. A iniciativa da Câmara de
votar projetos como o que aumenta a reclusão para quem comete crimes
hediondos é sinalização clara de que essa discussão vai continuar",
afirmou.
O presidente da Câmara reconheceu que as nove propostas
dificilmente serão apreciadas pelos deputados esta semana. "Dou
garantia do nosso esforço. Os projetos vão continuar na pauta. Vamos
selecionar aqueles sobre os quais há acordo", explicou.
Chinaglia
garantiu que o tema segurança pública será prioridade para os deputados
nos próximos meses --acima inclusive da votação do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento). "Não vamos nos restringir somente a
projetos de lei", encerrou.























