Lula volta a defender que os mais ricos da América do Sul devem ajudar os mais pobres
Publicado em 14/12/2007 10:45
Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Ao participar, em Caracas, do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a importância de os países maiores e mais ricos da América do Sul estarem dispostos a fazer concessões e a “estenderem às mãos” aos países mais pobres da região. Segundo destacou o presidente, somente desta maneira as nações do continente irão, de fato, se integrarem e se desenvolverem.
“Não adianta um só país crescer, se em torno de si os outros países não conseguirem crescer. É preciso que a gente cresça todos juntos. Assim, iremos perceber que temos muito mais similaridades nas oportunidades do que em tempo de miséria, em tempo de asfixia econômica, como já vivemos”, disse Lula.
O presidente também defendeu a importância do Brasil e a Venezuela quantificarem os seus potenciais energéticos na área de petróleo e gás, e a construção de linhas de transmissão que tenham como principal objetivo transportar energia para os países mais necessitados.
“Há também a energia nuclear, a energia eólica, a biomassa. Ou seja, há muita coisa para que nossos especialistas se aprofundem, estudem e que nós tenhamos uma prateleira de projetos de [energias] alternativas”.
Acompanhado de ministros e empresários brasileiros, o presidente está na Venezuela para ampliar as relações entre os dois países. Os principais temas da visita, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores, serão a cooperação em especial nas áreas agrícola e de energia e o processo de integração regional.
Na área agrícola, a visita do presidente marcou uma nova etapa da cooperação bilateral, com o anúncio do estabelecimento de um escritório da Embrapa na Venezuela, a partir de 2008. Na área de energia, ainda segundo o Itamaraty, o encontro presidencial focou o avanço das negociações técnicas entre a Petrobras e a PDVSA, estatal do petróleo venezuelana, para a implementação de diversos projetos.
O presidente Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acertaram, recentemente, realizar pelo menos quatro reuniões bilaterais por ano – duas no Brasil e duas na Venezuela. Essa foi a primeira, depois do acordo firmado entre os dois países.
Lula também anunciou que as duas nações terão comissários para trabalhar na consolidação dos acordos firmados entre os dois países.
“Se não a integração da América do Sul vai ficando debilitada, porque as pessoas querem saber qual é o resultado concreto que tantas reuniões produzem. É preciso materializar isso”.























