Bolivianos querem barrar hidrelétricas no Rio Madeira
Publicado em 12/12/2007 16:45
Povos indígenas e a organização não-governamental (ONG) Fórum Boliviano de Meio Ambiente (Fobomade) solicitaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que peça ao Brasil para interromper os planos de construção das duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia.
- Antecipação de produção garante preço, diz Odebrecht
- Tarifa de energia no País tende a cair, diz governo
A Fobomade informou que a solicitação foi feita na última sexta-feira pelo secretário-executivo da Federação de Camponeses do Departamento (Estado) de Pando, Manuel Lima, pelo presidente da Central Indígena da Região Amazônica da Bolívia, Raby Ortyz, e pela advogada da ONG, Evelyn Mamani.
O projeto brasileiro de erguer as duas usinas na região despertou, desde seu início, insatisfação em alguns setores da sociedade boliviana, inclusive no governo do presidente Evo Morales.
A Fobomade informou que a demanda à CIDH foi acertada com representantes das tribos aborígenes Chacobo, Tacana, Caineño, Esse Ejja, Yaminahuas, Pacahuara, que vivem nos departamentos (Estados) amazônicos de Beni e Pando, que ficam perto do Madeira.
O governo da Bolívia avaliou que as obras provocarão um “sem-fim de impactos”, como “perda de vegetação, erosão dos solos, deslizamentos de terras, inundações, extinção de espécies aquáticas e aumento de enfermidades tropicais”.
Encontro
O ministro brasileiro interino das Minas e Energia, Nelson Hubner, reúne-se hoje, em La Paz, com o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas. O objetivo do encontro é avaliar o avanço das negociações sobre os novos investimentos energéticos que a Petrobras pretende efetuar no país andino.





















