Ricardo Stuckert/PR
 |
|
Brasília - O ministro Luiz Dulci, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o
presidente da Contag, Manoel dos Santos, durante encontro com
representantes da confederação no Palácio do Planalto |
Brasília - "O filme do crescimento
econômico sem distribuição de renda, nós já vimos", lamenta presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag),
Manoel dos Santos. Refere-se ao Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) que, segundo ele, não contempla um modelo econômico que inclua a
reforma agrária e os agricultores familiares.
"O PAC, na nossa
avaliação, não diz nada diretamente em relação ao campo e aos
trabalhadores da agricultura familiar. Está mais voltado para o setor
empresarial", disse, após encontro com o presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva.
O aumento de R$ 10 para R$ 12 bilhões do
orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar (Pronaf) foi um dos pedidos apresentados por Manoel dos Santos
a Lula. Também foram exigidos mais recursos para assistência técnica e
combate à violência no campo.
Segundo ele, o presidente Lula
afirmou que avaliará a pauta de reivindicações com a equipe
ministerial. Os pedidos fora divididos em onze áreas: política
agrícola, reforma agrária, conflitos agrários, meio ambiente,
previdência social, educação do campo, saúde, terceira idade, proteção
infanto-juvenil, assalariados rurais e esporte, cultura e lazer para a
juventude.
|