Presidente da Confederação Nacional dos Municípios vê "pré-apagão" na saúde
Publicado em 27/11/2006 16:53
Sabrina Craide e Kelly Oliveira
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo
Ziulkoski, aproveitou a abertura da 10ª Marcha em Defesa dos Municípios
para pedir atenção especial do governo federal para os investimentos em
saúde, sob pena de a situação ficar trágica.
“Estamos vivendo um
verdadeiro pré-apagão na saúde brasileira”, afirmou hoje (10)
Ziulkoski, o primeiro a discursar na cerimônia, realizada num hotel de
Brasília.
Ontem, ele havia explicado que, atualmente, as prefeituras gastam 15% do que
arrecadam com saúde e os governos estaduais gastam 12%. Segundo ele, a
regulamentação do percentual gasto pela União pode
significar R$ 15 bilhões a mais para o setor.
O
presidente da entidade também ressaltou a disposição dos prefeitos de
cooperar com o governo federal. “Não estamos aqui apenas para dizer que
estamos endividados. Os prefeitos estão em Brasília para serem
parceiros”.
Os principais líderes parlamentares brasileiros
falaram em seguida. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
se disse satisfeito com os avanços constatados nesses dez anos de
marcha e afirmou que a Câmara está aberta para dialogar com as
prefeituras. “Vamos participar intensamente da solução dos problemas da
sociedade”.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
reconheceu a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de
encontrar soluções financeiras para as demandas dos municípios. Também
ressaltou a necessidade de uma reforma política. “Estou certo de que
somente com a reforma política teremos condições de assegurar a
governabilidade nas três esferas do poder [legislativo, judiciário e executivo]”.
O
presidente Lula participa do evento, assim como diversos ministros e
outras personalidades. A marcha reúne prefeitos em Brasília para
discutir a reforma federativa. O evento, que termina quinta-feira (12),
é organizado pela Confederação Nacional dos Municípios.
Uma das
principais reivindicações dos prefeitos é o aumento do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM) em um ponto percentual. Segundo
Ziulkoski, “o aumento do FPM daria, por ano, R$ 1,3 bilhão a mais para
os municípios”.























