Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Ferramentas Pessoais
Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2007 Abril Movimentos sociais acampam em Brasília por repasse de recursos para fundo de habitação
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2007 Abril Movimentos sociais acampam em Brasília por repasse de recursos para fundo de habitação

Movimentos sociais acampam em Brasília por repasse de recursos para fundo de habitação

Publicado em 27/11/2006 16:53

Agência Brasil

Bárbara Lobato
Da Agência Brasil

Brasília - Manifestantes de movimentos pela moradia montaram acampamento ontem (10) no estacionamento do Ministério das Cidades para reivindicar, dentre outras medidas, o repasse de recursos para o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

Segundo umas das representantes do movimento União Nacional por Moradia, Evaniza Rodrigues, o acesso da população nas decisões sobre o destino dos recursos públicos para moradia popular é um avanço democrático. Ela lembra que cidades como Goiânia (GO), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS) já têm cooperativas que atuam como agentes promotores da habitação.

"A cooperativa atua em orgãos públicos para aprovar projetos e recursos. Além disso, presta contas à comunidade e se preocupa com aspectos sociais", disse. "O que acontece é que o governo cria vários conjuntos habitacionais e não se preocupa com o impacto social, como montar uma creche ou uma escola. Então os conjuntos acabam virando um depósito de gente".

Os manifestantes pretendem ficar acampados até hoje (11). De acordo com o ministro Márcio Fortes, as reivindicações serão analisadas e levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alcir Vicente, morador da zona Oeste do Rio de Janeiro, lembra que moradia é um direito de todos os brasileiros. Ele veio a Brasília para pedir a construção de mais moradias populares. Aposentado, ele mora com o filho adolescente e paga R$ 250 de aluguel por mês.

"Eu me viro como posso para completar a renda, porque só com o salário mínino da aposentadoria não dá. Quero que meu filho estude e tenha uma vida melhor, e faço isso com muito sacrifício." Para Jurema da Silva, que vive em Jacarepagua, também no Rio,  a solução para o déficit habitacional é a reivindicação coletiva da sociedade. Ela mora com o marido, a filha e a neta em uma cooperativa habitacional. A família vive com uma renda de um salário mínimo e meio por mês.

"O que me faz participar de um movimento como este é que só com a luta coletiva é que o brasileiro vai conseguir algum benefício. Eu acredito nas necessidades das outras famílias e quero ajudar."

Ações do documento

Comentários (0)

Apoio Institucional
  • apoio20.png
  • apoio19.png
  • apoio18.png
  • apoio17.png
  • apoio15.png
  • apoio14.png
  • apoio13.png
  • apoio12.png
  • apoio11.png
  • apoio10.png
  • apoio9.png
  • apoio8.png
  • apoio7.png
  • apoio6.png
  • apoio5.png
  • apoio4.png
  • apoio3.png
  • apoio2.png
  • apoio1.png