Governo e centrais sindicais discutem alternativas à Emenda 3
Publicado em 27/11/2006 16:53
Edla Lula
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Governo
e centrais sindicais criarão um grupo de trabalho para melhorar o
Projeto de Lei 536, que regulamenta as relações de trabalho entre as
grandes empresas e as empresas compostas por um único profissional
(personalíssima). A decisão foi tomada após reunião entre o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, e representantes da Força Sindical, da Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Social Democracia Sindical
(SDS).
"Estamos
empenhados em encontrar uma solução que proteja os trabalhadores, que
não precarize o trabalho e que regulamente a pessoa jurídica", comentou
o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. O
grupo pretende chegar a um projeto que garanta os direitos do
trabalhador, que preserve a arrecadação de impostos e, ao mesmo tempo,
contemple esse novo tipo de contrato entre empresas e profissionais,
ainda não regulamentado.
"O ministro reconhece que tem hoje uma relação
de trabalho que não é mais aquela da carteira assinada e concorda
que tem que regulamentar isso", comentou o sindicalista.
Apesar
de apenas três centrais terem participado da reunião de hoje, Paulinho
afirmou que todas as sete centrais sindicais do país farão
parte do grupo, que tem a primeira reunião marcada para a próxima
terça-feira (10). Ele informou ainda que outro outro grupo, composto
por
empresários e governo, também discutirá o assunto.
"Nesse período, ele [Mantega] vai pedir que o Renan Calheiros não ponha o veto em votação e, como gesto de boa vontade, o governo vai tirar o pé do acelerador de multar as pessoas jurídicas". A Receita aplica a multa por entender que este tipo de relação é uma forma encontrada pelas grandes empresas para deixar de pagar impostos e encargos trabalhistas.























