Força Nacional está à disposição do Rio, diz Lula
Publicado em 27/11/2006 16:53
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Se for solicitada oficialmente pelo governador fluminense
Sérgio Cabral, “as Forças Armadas e as Forças de Segurança Nacional
estarão à sua disposição”, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. “Para a gente poder fazer com que as Forças Armadas possam ter
uma atuação no Rio de Janeiro é preciso que haja um pedido oficial do
governador”, afirmou Lula.
Hoje (9) à tarde, Cabral anunciou que
vai aproveitar a visita de Lula, na próxima quarta-feira (11), para
pedir a presença de tropas do Exército nas ruas da cidade. Antes da
declaração do presidente, o ministro da Justiça, Tarso Genro, havia
descartado a possibilidade de usar o Exército no Rio. "As Forças
Armadas só devem ser usadas em casos excepcionais, e são treinadas para
outro tipo de ação", avaliou Tarso.
“Tudo o que puder fazer para
ajudar aos Estados, nós vamos fazer”, afirmou Lula, em entrevista
coletiva à imprensa, após discursar na cerimônia de abertura da Feira
Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços (Automec), no
Centro de Exposições Anhembi, hoje (09) na capital paulista.
“Chegamos
num momento em que ninguém deve ficar procurando saber de quem é a
culpa, ou seja, essa criança é de todos nós. Há uma violência e nós
precisamos cuidar dela, do prefeito ao Presidente da República. Todos
nós temos de ter responsabilidade”, disse Lula.
Na conversa com
os jornalistas, o presidente também disse estar “convencido” de que o
Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) “vai ser o primeiro programa
de investimentos públicos na área de infra-estrutura que vai dar certo”.
“O
que falta fazer no PAC? Faltam aprovar algumas coisas no Congresso
Nacional, algumas obras que temos de preparar licenciamento prévio e
algumas obras que precisamos trabalhar para que, quando começar, não
parem no meio do caminho”, afirmou.
De acordo com Lula, “tudo o
que a gente tiver que consertar de legislação e de licenciamento
prévio” será feito “até o meio do ano, para que quando começarem essas
obras, elas não parem mais”. O presidente afirmou que o “compromisso é
entregar grande parte das obras até 2010”.























