Febens de SP são 'inferno', diz jornal francês
Publicado em 27/11/2006 16:53
"O sistema carcerário brasileiro, balançado por violentas revoltas em 2006, é um dos mais violentos do mundo. Inclusive suas unidades reservadas a acolher jovens delinqüentes", diz a reportagem.
"São escolas do crime e de tráfico que contam, freqüentemente, com a cumplicidade dos monitores. A situação não pára de piorar diante da indiferença geral."
A reportagem descreve a história de Helena de Araújo, cujo filho se suicidou na Febem.
Como ele, dezenas de jovens tiveram o mesmo destino, diz a matéria, que afirma serem "em vão" as críticas de associações de direitos humanos que reclamam dos maus tratos a jovens.
"O que a lei concebeu como um centro de reeducação se tornou um inferno, uma prisão que sofre dos mesmos males que o resto do sistema carcerário brasileiro", diagnostica o Figaro.
PCC
O jornal destaca que o PCC, maior grupo criminoso do Brasil, "se tornou objeto de fascinação" entre os internos.
"Reunidos após o cair da noite, os jovens começam por declamar um Pai Nosso antes de cantar hinos exaltando a ação do PCC e prometendo morte aos policiais."
Para o jornal, enquanto a situação se deteriora, políticos, juristas e a sociedade fazem ouvidos moucos à violência nas Febens.
A indenização de Helena de Araújo, de 300 salários mínimos, pode levar até dez anos para ser confirmada pela Justiça, e mais seis para ser paga pelo Estado de São Paulo, informa a reportagem.
"Helena será, na melhor das hipóteses, indenizada em 2022. Seu filho teria 36 anos."























