Brasileiros são os mais preocupados com o clima, diz pesquisa
Publicado em 27/11/2006 16:53
Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira, 87% dos brasileiros ouvidos se preocupam com o problema. Os sul-africanos vêm em segundo lugar, com 82%.
A pesquisa foi feita pelo canal de TV BBC World em conjunto com o instituto Synovate e ouviu 14.220 pessoas.
Além de Brasil e África do Sul, os pesquisadores verificaram a opinião de pessoas em Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Japão, Rússia e outros países.
O novo levantamento confirma as conclusões de um outro, divulgado em janeiro, que já apontava a preocupação dos brasileiros com a questão.
EUA e Austrália
Segundo a nova pesquisa, mais de 75% dos ouvidos estão preocupados com as mudanças climáticas.
Essa é a opinião da maiora inclusive em dois dos principais países que não aderiram ao protocolo de Kyoto: Estados Unidos (57%) e Austrália (84%).
Por
outro lado, 25% dos americanos não acreditam que as mudanças climáticas
são reflexo da ação do homem ou não se preocupam com a questão.
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OUTRAS CONCLUSÕES DA PESQUISA
Uma
em cada sete pessoas não sabe explicar qual seria o principal perigo
associado às mudanças climáticas (desertificação, secas ou enchentes,
por exemplo)
41% dos ouvidos dizem que apenas um país é responsável pelo problema – e quase todas essas pessoas culpam os Estados Unidos
Mais de 20% dizem que fatores causados pelo homem, como a poluição, são os principais causadores do problema
Na média, apenas 1,4% dizem que as mudanças climáticas são resultado de intervenção divina
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Há também os que se disseram satisfeitos com as alterações no meio ambiente. A pesquisa revelou que 1,2% de todos os ouvidos se encaixam nesse perfil, a maior parte deles da Polônia e da Rússia – países conhecidos pelos invernos rigorosos.
Padrões de consumo
A pesquisa também revelou que, na hora de tomar uma atitude em relação ao problema, a maioria das pessoas preocupadas com as mudanças climáticas tende a mudar seus hábitos de consumo.
Mais da metade dos ouvidos disseram que compram produtos que não agridem o meio ambiente; compram aparelhos que são mais econômicos; reduziram o uso de embalagens ou tentaram poupar energia.
Um número relativamente pequeno – apenas 5% – decidiram aderir a algum grupo de pressão pelo meio ambiente. Outros 28% disseram que procuram incentivar amigos a também mudarem seu estilo de vida para diminuir o impacto sobre o meio ambiente.
Poucos também se dispuseram a abrir mão de confortos tendo em mente amenizar o aquecimento global.
Apenas 20% dos ouvidos disseram que planejam comprar um carro menor, e 28% disseram que já mudaram planos de viagem por causa do problema.























