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Seminário discute as principais ameaças aos direitos socioterritoriais na Amazônia

Publicado em 03/02/2017 16:55

Pesquisadores, movimentos sociais e organizações da sociedade civil participam do evento "Amazônia: territórios e significados em disputa", que será realizado em Belém (PA), numa parceria do Inesc com a Fase Amazônia. O evento é fechado, não havendo inscrições possíveis.

Os ventos mudaram significativamente no Brasil no último ano e isso não é uma boa notícia para a Amazônia. As muitas pressões contra direitos socioambientais em nome de um desenvolvimento inconsequente e predatório ganharam intensidade e os direitos de grupos e comunidades da região estão mais fragilizados do que nunca. Quais as consequências desse novo ciclo de investimentos em infraestrutura? Como impedir a flexibilização de marcos legais de proteção aos direitos socioambientais? Quais alternativas temos?

Com a palavra pesquisadores e representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil que se reúnem nos próximos dias 9 e 10 de fevereiro em Belém (PA) para discutir e articular reações a esses e outros tópicos no Seminário "Amazônia - territórios e significados em disputa". O evento é fechado, não havendo inscrições possíveis.

"Essa luta por direitos tem se feito em contraposição ao avanço de grandes projetos e investimentos - em hidrelétricas, mineração, infraestrutura, agronegócio - os quais têm um efeito devastador sobre a floresta e sobre os povos de nela vivem", afirma Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc e uma das organizadoras do evento.

"Então, é muito importante ter eventos como esse que conseguem reunir um grupo tão diverso e representativo para trocar suas reflexões, construir coletivamente uma leitura sobre a realidade política, econômica, social e geopolítica do país e da Amazônia em específico. Esperamos que este esforço coletivo contribua para dar ainda mais ânimo e potencial para a luta por direitos na região."

Para Alessandra, não é apenas a biodiversidade e a floresta da região que estão em jogo, mas também a riqueza e diversidade cultural dos muitos grupos, coletivos e comunidades que vivem na Amazônia.

"O evento reúne um grupo muito representativo de movimentos e organizações sociais amazônicas que têm atuado fortemente para defender seus direitos", diz Alessandra.

Na mesa de abertura do seminário estão agendados os pesquisadores Carlos Walter Porto Gonçalves (UFF), Edna Castro (UFPA) e Alfredo Wagner (UFMA) para discutir Amazônia no século 21: geopolítica, democracia e grandes corporações.

Também haverá uma reflexão mais aprofundada sobre articulações e conflitos de interesses públicos e privados na viabilização de grandes obras na região, bem como as estratégias empresariais de fragmentação e cooptação das resistências.

 

 

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