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Seminário internacional discute fluxos financeiros ilícitos no Brasil

Publicado em 08/09/2014 12:55

O evento tem o propósito de contribuir para uma reflexão pública sobre a questão dos paraísos fiscais, seus fluxos lícitos e ilícitos e sua relação com o Brasil e com a justiça tributária e fiscal.
Seminário internacional discute fluxos financeiros ilícitos no Brasil

reprodução da Internet

Nesta terça-feira, 9/9, a Integridade Global Financial (GFI) e Instituto Multidisciplinar de Desenvolvimento e Estratégias (MINDS) promovem o seminário “Fluxos Fluxos Financeiros Ilícitos no Brasil”, no Rio de Janeiro. O evento tem o propósito de contribuir para uma reflexão pública sobre a questão dos paraísos fiscais, seus fluxos lícitos e ilícitos e sua relação com o Brasil e com a justiça tributária e fiscal.

O GFI estima que cerca de US$ 21 trilhões a US$ 32 trilhões da riqueza financeira privada está localizada em paraísos fiscais e os fluxos financeiros ilícitos transnacionais somam cerca de US$ 1 trilhão a US$ 1,6 trilhão a cada ano – cerca de 5% do total.

Mesmo se considerando que a maior parte do fluxo para paraísos fiscais seja lícita, esta enorme riqueza privada mantida em paraísos fiscais representa um grande buraco na economia mundial visto a incapacidade de tributação nos países de origem dos recursos.

Além disso, a manutenção destas contas sob sigilo corrompe e distorce os mercados e investimentos, moldando-os de uma maneira que nada têm a ver com a eficiência.  Fraude, evasão,  sonegação fiscal, a fuga das regulamentações financeiras, o peculato, o tráfico de informação privilegiada, o suborno, a lavagem de dinheiro  são processos que se misturam e estão intimamente relacionados à existência dos paraísos fiscais.

No Brasil, os números também são expressivos. O Investimento Brasileiro Direto Líquido no exterior entre 2008 e 2013 alcançou US$ 87,3 bilhões e deste valor 24,4% o equivalente a R$ 21 bilhões foram destinados a paraísos fiscais. Ilhas Cayman é o paraíso fiscal preferido dos brasileiros, respondendo por mais de 70% do total enviado no período, atingindo US$ 15,2 bilhões.

Parte importante deste fluxo é ilícita. Segundo o GFI (2012a) que mapeou o fluxo financeiro ilícito dos países em desenvolvimento, o Brasil, embora não esteja no topo dos países com maiores remessas de recursos ilícitos, remeteu entre 2001 a 2010 US$ 3,5 bilhões de forma ilícita para paraísos fiscais.

“Combater aqui no Brasil e nos espaços multilaterais de governança global, como o G20 e ONU,  a falta de transparência e o sigilo sobre as operações com paraísos fiscais é um passo importante no desafio de construção de uma maior justiça tributária e fiscal. O evento é, portanto, uma contribuição importante para fortalecer este debate aqui no Brasil e no mundo”, afirma Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc que estará presente no evento.

Confira o site do evento.

O quê: Conferência Fluxos Financeiros Ilícitos no Brasil

Onde: JW Marriot Hotel - Av. Atlântica 2600, Copacabana - Rio de Janeiro – Brasil

Quando: 9 de Setembro, de 9h às 18h

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