Outubro
Sobrevivência da velha Bancada Ruralista é de 51,2%
O Inesc utiliza como metodologia de identificação da Bancada Ruralista a principal fonte de renda e a auto-definição publicada na Bibliografia da Câmara dos Deputados. A Bancada Ruralista da legislatura 2006/2011 era composta inicialmente de 117 deputados, mas por diversos motivos (cassação, renuncia, novos cargos e falecimento) seis (6) deles foram impedidos de concorrer. Assim, entre estes 111 restantes , 60 conseguiram se reeleger (54,1%) e 51 (45,9%) não retornarão à Câmara dos Deputados por motivos diversos: 31 foram derrotados nas urnas e 20 optaram por não se candidatar. No computo final, portanto, 60 parlamentares da composição inicial de 117 (ou 51,2%) formarão a base para a construção da próxima Bancada Ruralista, já que novos parlamentares serão agregados ao bloco.
Eleições 2010: Aposta no Obscurantismo
A campanha presidencial desandou neste segundo turno por um caminho de alto risco para o futuro da democracia e da política no Brasil. Ao colocar o tema do aborto na agenda eleitoral, pelas vias de um fundamentalismo religioso retrógado e agressivo às mulheres, a candidatura de José Serra fez o debate pender para as chamadas “batalhas culturais” que caracterizam, por exemplo, a vida política recente nos Estados Unidos.
Eleição não é profissão de fé
A trajetória de trinta e um anos de luta pela radicalização da democracia e defesa dos direitos e da cidadania exige que o INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos se posicione sobre os acontecimentos que tem marcado o segundo turno das eleições para presidente da república. Além de ser uma campanha que mais parece uma guerra, dá sinais de retrocesso no processo da frágil democracia conquistada a duras penas pela maioria da sociedade brasileira.
Gastos para efetivar direitos crescem na 'era Lula'
Artigo do Inesc mostra que gastos das secretarias de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial tiveram crescimento, nesta mesma ordem, de 312,2%, 1.342,3% e 19,4% com relação aos seus orçamentos no início da'era Lula'. O mesmo aconteceu com o gasto do Ministério de Desenvolvimento Social, que teve aumento de 35% sobre 2003.























