Belo Monte: futuro da Amazônia gera mobilização internacional
Publicado em 17/03/2010 14:16
Considerado o "grande filé" do momento por bancos públicos como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); por dois dos principais fundos de pensão do País, a Previ (dos funcionários do Banco do Brasil) e a Funcef (Caixa Econômica Federal), e pelos principais grupos empresariais do setor, como as mineradoras Alcoa e Vale, a CPFL Energia, o Grupo Neoenergia, a Odebrecht e a Camargo Correa, a Andrade Gutierrez e o Grupo Votorantim, entre outros, a obra já está orçada em R$ 20 bilhões. Deste total, o BNDES anuncia que pode financiar até 80%, fazendo uso inclusive do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador e de endividamento público no mercado financeiro internacional.
A carta aponta vários problemas sociais e ambientais que serão gerados pela obra na região do rio Xingu, como desmatamentos, emissão de gases de efeito estufa, ressecamento de cursos d'água, comprometimento de fontes alimentares e de renda de comunidades indígenas, ribeirinhos etc. Calcula-se em 30 mil o número de pessoas que serão removidas de seus locais de moradia por conta dos impactos da obra na região. A isso se acrescenta uma onda migratória que deverá fluir para a região, agravando ainda mais a situação social.
Assista ao vídeo Audiência pública sobre hidrelétrica de Belo Monte - produzido pelo Inesc
Assista ao vídeo Altamira - produzido pela Ibase























