Audiência Pública discute desaparecimento dos jovens de Luziânia
Publicado em 26/03/2010 14:25
Os jovens sumiram entre os meses de dezembro e janeiro e até o presente momento nenhuma solução foi dada ao caso. Preocupadas que o assunto entre no esquecimento, as mães dos desaparecidos pedem mais presteza nas investigações e se dizem aflitas com a demora da descoberta de alguma coisa por parte da polícia.
Segundo Wesley Almeida, representante da Polícia Federal que participou da mesa central da audiência, a providência em relação ao monitoramento das fronteiras já foram tomadas há quatro semanas. Ele também ressaltou que o caso corre em segredo da justiça, por isso nenhuma estratégia da investigação pode ser revelada. “Determinamos uma equipe específica para esse trabalho e posso dizer que ainda não temos provas definitivas, por isso não podemos dizer quem é/ são o/os culpados”, afirmou.
Outro componente da mesa, o delegado de polícia que está responsável pelo caso, Jusemar Vaz de Oliveira, diz que a união da Polícia Federal, da Polícia Civil de Brasília e da ajuda da Polícia Militar está sendo essencial para se desvendar os mistérios do sumiço dos jovens. “O grande problema é que até hoje não tivemos informações seguras, então não podemos trabalhar com especulações. Estamos empenhados para desvendar o crime, mas tudo isso leva tempo”.
Para a deputada Bel Mesquista, presidente da CPI do desaparecimento da Câmara dos Deputados, o problema tem que ser encarado como uma questão nacional e começa com a falta de políticas públicas focadas no desaparecimento de adolescentes. “A falta de condições para a polícia trabalhar no Brasil é uma questão extremamente esquecida. Isso é questão de segurança pública”, ressalta.
Mesquista também chama a atenção para os desafios da investigação. “A demora no início da investigação e a dificuldade de tipificar a questão do desaparecimento, que não é tido como crime”, foram algumas das dificuldades apontadas por ela. E completa: “o Estado também precisa amparar as famílias dos jovens que desaparecem”.
A senadora Lúcia Vânia trouxe para discussão o fato de Luziânia ser a cidade mais violenta de Goiás e por esse motivo precisar de tratamento diferenciado do Governo Federal. “Acredito que não adianta fazer um trabalho de repressão, sem haver um trabalho preventivo”. A deputada Andreia Zito completa “a cada dia que passa crianças e adolescentes desaparecem e a sociedade fica assistindo a coisa se agravar”.
Gisliene Hesse























