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Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias do Inesc 2010 Março Audiência Pública discute desaparecimento dos jovens de Luziânia
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Audiência Pública discute desaparecimento dos jovens de Luziânia

Publicado em 26/03/2010 14:25

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou na última quarta-feira, 24, audiência pública sobre o desaparecimento dos seis jovens de Luziânia, Goiás. A solicitação para o evento foi feita por meio de requerimento do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da CDH.
Audiência Pública discute desaparecimento dos jovens de Luziânia

Cristina Gallo/Agência Senado

Os jovens sumiram entre os meses de dezembro e janeiro e até o presente momento nenhuma solução foi dada ao caso. Preocupadas que o assunto entre no esquecimento, as mães dos desaparecidos pedem mais presteza nas investigações e se dizem aflitas com a demora da descoberta de alguma coisa por parte da polícia.

Segundo Wesley Almeida, representante da Polícia Federal que participou da mesa central da audiência, a providência em relação ao monitoramento das fronteiras já foram tomadas há quatro semanas. Ele também ressaltou que o caso corre em segredo da justiça, por isso nenhuma estratégia da investigação pode ser revelada. “Determinamos uma equipe específica para esse trabalho e posso dizer que ainda não temos provas definitivas, por isso não podemos dizer quem é/ são o/os culpados”, afirmou.

Outro componente da mesa, o delegado de polícia que está responsável pelo caso, Jusemar Vaz de Oliveira, diz que a união da Polícia Federal, da Polícia Civil de Brasília e da ajuda da Polícia Militar está sendo essencial para se desvendar os mistérios do sumiço dos jovens. “O grande problema é que até hoje não tivemos informações seguras, então não podemos trabalhar com especulações. Estamos empenhados para desvendar o crime, mas tudo isso leva tempo”.

Para a deputada Bel Mesquista, presidente da CPI do desaparecimento da Câmara dos Deputados, o problema tem que ser encarado como uma questão nacional e começa com a falta de políticas públicas focadas no desaparecimento de adolescentes. “A falta de condições para a polícia trabalhar no Brasil é uma questão extremamente esquecida. Isso é questão de segurança pública”, ressalta.

Mesquista também chama a atenção para os desafios da investigação. “A demora no início da investigação e a dificuldade de tipificar a questão do desaparecimento, que não é tido como crime”, foram algumas das dificuldades apontadas por ela. E completa: “o Estado também precisa amparar as famílias dos jovens que desaparecem”.

A senadora Lúcia Vânia trouxe para discussão o fato de Luziânia ser a cidade mais violenta de Goiás e por esse motivo precisar de tratamento diferenciado do Governo Federal. “Acredito que não adianta fazer um trabalho de repressão, sem haver um trabalho preventivo”. A deputada Andreia Zito completa “a cada dia que passa crianças e adolescentes desaparecem e a sociedade fica assistindo a coisa se agravar”.


Gisliene Hesse

 

 

 

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