Projeto Onda se reúne com diretores de escolas
Publicado em 25/02/2010 17:04
25/02/2010
Gisliene Hesse, do Projeto Criança e Adolescente: Prioridade no Parlamento
Na manhã desta segunda-feira (25/02) o “Projeto Onda” se reuniu com os diretores de escolas que participarão das atividades anuais do projeto. O evento contou com educadores de seis centros de ensino do Distrito Federal e teve como objetivo familiarizar os educadores com os objetivos e metodologias do projeto e apontar os novos desafios, além de agendar a participação das escolas para 2010.
A assessora pedagógica do INESC, Márcia Hora Acioli, afirma que uma das principais objetivos é introduzir o tema dos direitos humanos e do orçamento público nas escolas. E ressalta que o projeto usa um único critério para selecionar os/as alunos/as: o desejo de participar. “Damos oportunidades para os/as adolescentes que realmente querem fazer parte do grupo. Ano passado, por exemplo, na escola do Gama, mais de sessenta jovens participaram das oficinas”, afirma.
O professor Júlio César Campos do Centro de Ensino Médio 02, do Gama, trouxe para o debate a importância dos alunos conhecerem seus direitos e terem acesso ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Me preocupa muito a questão de trabalhar com adolescentes e saber que eles não têm acesso do ECA. Isso faz com que os jovens formem opiniões equivocadas, que muitas vezes são transmitidas pela mídia. O projeto abre as portas para eles conhecerem seus direitos”.
Os professores destacam que aquele ou aquela aluno/a que participa das atividades, não está perdendo conteúdo porque saiu da sala de aula, mas ganhando conhecimentos que levarão para a vida toda. “A mudança de visão de mundo dos alunos é muito importante para escola, pois eles se tornam mais críticos e sabedores dos seus direitos”, afirma o professor Clerton Oliveira do Centro de Ensino Fundamental 104 Note.
Ao explanar sobre as atividades de 2010, Márcia chama a atenção para os debates que serão desenvolvidos entre os estudantes. Os adolescentes participarão de uma etapa que conta com a análise do que é uma educação de qualidade. “Nesse momento eles levantam as fragilidades da escola e muitos educadores ficam incomodados. No entanto, os meninos acabam essa etapa com uma proposta de melhora para o centro de ensino. A intenção é fazer com que os próprios jovens se movimentem, no sentido de saberem que eles têm direito à uma educação melhor e conhecer mecanismos para conquistá-la”, diz Acioli.
O crescimento do Onda, que recebeu o “Prêmio de Tecnologia Social” (categoria Centro-Oeste), oferecido pela “Fundação Banco do Brasil” e ocupa reconhecimento internacional, acarreta mais responsabilidades para o INESC, mas os resultados são visíveis. “O/A aluno/a que participa do projeto transforma a vida. Adquirem conhecimentos sobre direitos humanos, orçamento público, protagonismo juvenil, entre outros. Percebi, que eles começam a participar mais de outros eventos promovidos dentro da escola e crescem individualmente”, ressalta o educador André Tosta Mendes do Centro de Ensino Médio Asa Norte.
“O projeto também abre portas para os professores. A partir do momento que o aluno cria senso crítico sobre as questões sociais ele se torna um cidadão que passa a valorizar mais a educação e a lutar por uma escola melhor. Esse aluno/a foge do senso comum e vai em busca de espaços participativos e questiona decisões”, completa Júlio.
Escolas que participaram do evento:
Centro de Ensino Médio 02, Gama;
Centro de Ensino Fundamental Carlos Ramos, Lago Oeste;
Centro de Ensino Fundamental 104 Norte;
Centro Educacinal 04, Guará ;
Centro de Ensino Médio Asa Norte
Centro de Ensino Médio Elefante Branco























