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2º Circuito de Cinema e Política

Publicado em 04/08/2010 17:44

Na abertura do 2º Circuito de Cinema e Política, o INESC apresentou o filme “Promessas de um novo mundo” dirigido por Justine Arlin , Carlos Bolado e B.Z. Goldberg. O filme é uma lição sobre tolerância e fraternidade no contexto do conflito entre Israel e Palestina. No entanto, ao final da história, fica a impressão de que a revanche motivada pela guerra prevalecerá ainda por muitas gerações.
 2º Circuito de Cinema e Política

Estudantes de escolas do DF foram ao Museu da República, em Brasília, para participar do 2º Circuito de Cinema e Política organizado pelo INESC para alunos de escolas públicas.

No primeiro dia do II Circuito de Cinema e Política, quarta-feira, 04 de agosto, organizado pelo Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC), foi exibido o documentário “Promessas de um novo mundo” dirigido por Justine Arlin , Carlos Bolado e B.Z. Goldberg.

Antes da exibição do filme, a Assessora do INESC e organizadora do evento, Márcia Acioli conversou com os adolescentes presentes sobre o projeto ONDA (Adolescentes em Movimentos pelos Direitos). Márcia falou sobre a importância das oficinas organizadas pelo projeto, e da necessidade da participação dos jovens. Em seguida esclareceu o motivo da escolha dos filmes desta edição do circuito, explicando que o tema do evento este ano é a “educação”, e, portanto os filmes rodados trabalhariam com este assunto.

O documentário “Promessas de um novo mundo”, apresenta dois mundos diferentes em um mesmo espaço. Através de crianças, B.Z Goldberg apresenta a cultura e a visão de Israelenses e Palestinos que disputam pela cidade de Jerusalém. O filme mostra que, apesar de a princípio judeus e árabes parecerem pólos opostos, são também mais parecidos do que gostariam de admitir. Apesar do preconceito apresentado por diversas crianças que participaram do documentário, fica evidente o medo que um sente do outro, e apenas esse medo já poderia servir como prova de semelhança entre as partes.

A presença de forte argumentação dos dois lados, onde crianças judias alegam ter provas de que Jerusalém pertence ao seu povo e muçulmanas afirmam o mesmo em contra partida, cria uma história de duas versões, onde não existe uma certa e outra errada, o que muda é apenas o ponto de vista. Para finalizar, Goldberg promove um encontro entre as crianças palestinas e dois gêmeos israelitas, que acaba por gerar um sentimento de amizade e compreensão. O filme é uma lição humanidade, compreensão e política.

Porém, alguns anos após as primeiras filmagens, o diretor colheu depoimentos novamente dos personagens. As crianças haviam crescido e um sentimento de indiferença transpareceu entre eles. A revanche deu a impressão de ser mais forte que os risos das crianças que, um dia, brincam juntas.

 

AP

 

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Comentários (1)

Usuário Anônimo 06/08/2010 09:24
Gostaria de ter visto aqui não uma comentário sobre o filme, antigo e já bastante resenhado, mas sim sobre como os/as adolescentes das escolas receberam o filme. Da maneira como ficou apresentado no site do Inesc os adolescentes do projeto Onda parecem espectadores passivos.

Abraços,

Atila Roque
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