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Matéria da Folha de S. Paulo desrespeita direitos humanos

Publicado em 12/08/2010 14:39

O Jornal Folha de S. Paulo publicou, no último dia 05, matéria intitulada “Vida em looping”, elaborada pela jornalista Eliane Trindade. O texto trata do caso da jovem de 15 anos que teve todos os seus direitos violados no ano de 2007, quando foi presa ilegalmente em uma cela de delegacia com 26 homens por mais de 20 dias. O caso acorreu no município de Abaetetuba-PA, em 2007 e teve repercussões nacional e internacional.

Depois do acontecimento se tornar conhecido pela sociedade, a adolescente passou a ser ameaçada de morte por autoridade no Estado do Pará. Por esse motivo, ela começou a fazer parte do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçados de Morte – PPCAAM.

A notícia causou descontentamento de algumas das principais instituições que defendem os direitos da criança e do adolescente no país. É consenso entre as entidades que a matéria traz dados que facilitam a identificação da jovem e oferece pistas de sua localização. O que pode oportunizar o encontro da adolescente por aqueles que a ameaçam de morte.

Em nota pública, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, lamentou pela publicação “A jovem é exposta no texto não como se não fosse vítima e sim algoz de seu próprio destino”, afirma a Secretaria. Veja a nota pública na íntegra.

Para o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), “a matéria é leviana e preconceituosa. Fica explícito no texto um olhar de uma pessoa de classe média, que julga e culpabiliza uma menina que teve todos os seus direitos humanos profundamente violados ao longo de sua vida, pelo Estado, pela sociedade e por sua família. A matéria parece um julgamento de classe, onde se julga a pobreza, se criminaliza a infância abandonada e coloca a adolescente como a única responsável pelo rumo que a sua vida tomou.

Outra entidade que manifestou repúdio à matéria foi a "A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED. Em nota, a Associação publicou que “a matéria trata, de forma extremamente preconceituosa e machista” o caso da menina. A ANCED também defende que os meios de comunicação devem assumir o compromisso com a promoção dos direitos humanos. “No entanto o conteúdo da matéria contribui para a construção de uma imagem social de estigmatização e criminalização da pobreza e da juventude” (diz o texto da nota). Clique aqui e veja o texto da ANCED...

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI se pronunciou e lamentou por a Folha de S.Paulo ter publicado “com destaque de capa uma matéria com problemas tão evidentes”. E aponta mais um problema jornalístico no texto pois ele “não garante espaço, uma única vez, à opinião de especialistas no tema da justiça juvenil (psicólogos, assistentes sociais ou gestores públicos responsáveis pelo caso, por exemplo)”. Veja a nota da ANDI....

Por fim, o Inesc também chama a atenção para a atuação da imprensa. É lamentável que os meios de comunicação e profissionais de jornalismo continuem desrespeitando os direitos humanos, expondo uma vítima de nossa sociedade desigual e violenta de forma grosseira e parcial.

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