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A falência do modelo econômico e seu impacto social

Publicado em 16/04/2010 12:20

A crise global do capitalismo se mostra mais duradoura que a previsão dos “economistas” de plantão. Os sinais e os efeitos deletérios da crise sobre os trabalhadores e os direitos humanos dão sua amostra por todo o globo. Os protestos de rua em alguns países europeus é apenas um dos exemplos da reação popular às persistentes receitas neoliberais que continuam a serem prescritas como "solução" para crise. No Brasil a população também se movimenta contra o atual modelo de “desenvolvimento” do capitalismo, como denota os protestos realizados em várias cidades, inclusive em Brasília neste mês de abril, contrários a construção de barragens “a qualquer custo" e afetando os direitos humanos.
A falência do modelo econômico e seu impacto social

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Aqueles que estão no andar de cima da pirâmide foram os grandes beneficiados pela globalização em curso e são os mesmos que recebem os aportes de recursos do fundo público, especialmente do orçamento estatal. As suas rendas são oriundas do “capital portador de juros” que está localizado no centro das relações econômicas e sociais da atualidade e da atual crise financeira em curso. Os juros da dívida pública pagos pelo orçamento público são alimentadores desta ciranda financeira.

O Brasil não foi poupado da crise financeira internacional. No âmbito das políticas monetárias e fiscais, o governo brasileiro agiu rapidamente no socorro ao grande capital, especialmente, o financeiro, com a flexibilização de regras que favoreceram os bancos, o consumo de eletrodoméstico e de automóveis, sem quaisquer contrapartidas de manutenção ou ampliação de postos de trabalhos e dos direitos sociais. As medidas de desonerações tributárias adotadas para combater a crise afetaram o financiamento do orçamento da seguridade social, enfraquecendo a capacidade deste orçamento para cobrir com suas receitas exclusivas, as despesas previdenciárias, de assistência social e de saúde.

 

Esses assuntos são centrais na análise de conjuntura que o INESC divulga por meio da Nota Técnica nº 163

 

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