Delegada de MG tem boas expectativas para a 8ª Conferência
Publicado em 08/12/2009 16:24
É a primeira vez que Patrícia participa de uma Conferência Nacional. Mas, suas participações estaduais e a experiência com jovens lhe conferem solidez para tratar do tema. “Estes jovens tem muita sensibilidade e querem ser ouvidos. Vejo que a Conferência é um ótimo espaço para este processo”.
Para a educadora, as crianças e os adolescentes têm muito a dizer e muito a descobrir para se engajar. Ela lembra, porém, que as informações têm que ser repassadas na linguagem deles, para que haja melhor entendimento. Desta forma, Patrícia acredita que haverá um maior envolvimento dos jovens.
Ela é firme ao dizer que as meninas negras sofrem uma pressão maior da sociedade. Segundo a educadora, estas jovens devem entender sua condição. Precisam saber que ser negra não é um defeito e ser mulher não é um prejuízo. “Elas devem se conscientizar disso e se apropriar mais destas ideias a fim de melhor reivindicar seus direitos”.
Patrícia resume suas convicções dizendo que crianças e adolescentes tem muito a contribuir e afirma: “Os jovens tem que participar ainda mais. Hoje temos muitos adultos fazendo leis para criança e adolescentes. Estes precisam ser mais ouvidos. Não se pode fazer as leis e políticas para esta parte população sem escutá-los”.
Foto: Leonardo Prado
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