Balanço mostra que fim da CPMF não justifica cortes em áreas sociais
Publicado em 28/02/2008 15:03
(2´01´´ / 475 Kb) - Apesar do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo não teve perda na arrecadação de impostos. É o que mostra o primeiro balanço feito após o fim da CPMF. O montante arrecadado superou os R$ 60 bilhões, valor 20% acima se comparado com o mesmo período de 2007.
A perda de arrecadação em 2008 estimada com o fim da CPMF é de R$ 40 bilhões. O governo então anunciou corte de R$ 20 bilhões no orçamento, o que pode prejudicar as áreas sociais. No entanto, o economista do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Evilásio Salvador, afirma que a previsão de arrecadação agora tida pelo próprio governo é satisfatória e não há justificativa para cortes nas áreas sociais.
“O que compromete o nosso orçamento não é a parte social e sim a financeira. O orçamento brasileiro, depois de 1995, se tornou muito dependente da esfera financeira, ou seja, o pagamento de juros e amortizações das dívidas que compromete um terço do orçamento“.
O resultado do mês de janeiro considerado pela Receita Federal como “atípico”, pode ser explicado considerando que o ano de 2007 foi marcado por um crescimento dos salários, o que gerou um aumento da arrecadação previdenciária.
A economia brasileira cresceu no último trimestre de 2007 e os preços dos produtos – ao contrário do que era previsto com o fim CPMF, não baixaram. No Brasil, 50% da arrecadação de impostos incidem sobre o consumo, conseqüentemente com uma economia mais aquecida, arrecada-se mais.
Empresas e principalmente bancos lucraram muito em 2007, o que gerou uma maior arrecadação a partir da taxação em cima dos ganhos dos mesmos, cobrados a partir da Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL).
De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.























