Senado cortou verba da saúde e manteve dinheiro para bancos, diz associação de ONGs
Publicado em 14/12/2007 09:51
Daniel Merli
Repórter da Agência Brasil
Brasília
- Ao vetar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) e manter a Desvinculação de Recursos da União (DRU),
o Senado cortou a verba destinada à saúde e manteve o dinheiro público
que alimenta o sistema financeiro. A opinião é do diretor da Associação
Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), José Antonio
Moroni.
“O Senado derrubou a CPMF com o discurso de que o Estado
gasta demais”, afirma. Mas, destaca, o tributo que foi derrubado pelo
Senado atende, principalmente, à saúde e assistência social. “E, na
mesma noite, aprova a DRU, que joga 20% de todas as receitas do governo
federal para o pagamento de juros da dívida, ou seja, para girar o
mercado financeiro.”
De janeiro a outubro, segundo ele, a DRU
retirou R$ 38 bilhões da seguridade social: saúde, assistência social e
Previdência. “É quase uma CPMF”, afirma o diretor, referindo-se à
estimativa de arrecadação de R$ 40 bilhões com o tributo.
Para
Moroni, as decisões da madrugada de ontem (13) do Senado também obrigam
o governo a tomar uma decisão. “Agora vamos ver do governo qual é a
prioridade? Se vai tirar dinheiro da dívida para cobrir os programas
sociais ou se vai continuar fazendo o inverso.”
A DRU, aprovada
em 2000 no Congresso Nacional, permite investir até 20% da arrecadação
em áreas diferentes das determinadas pela Constituição, como educação,
saúde e seguridade social.























