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  <title>Notícias</title>
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      O Inesc disponibiliza nesta seção arquivos de material com citação da instituição divulgados na mídia comercial, do terceiro setor, sites e veículos alternativos. Também reproduz textos jornalistas que avalia serem importantes para o debate político.
    
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  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/inesc-participa-do-programa-cenas-do-brasil">
    <title>Inesc participa do programa Cenas do Brasil </title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/inesc-participa-do-programa-cenas-do-brasil</link>
    <description>José Antonio Moroni, membro do colegiado de gestão do Inesc, participa de entrevista sobre as principais discussões que ocorreram no Fórum Social Temático 2012</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">No Cenas do Brasil desta quinta-feira, 9 de fevereiro, vamos fazer um balanço do Fórum Social Mundial, que este ano foi temático e concentrou os debates nos temas centrais da conjuntura internacional  - crise mundial, a justiça social e a justiça ambiental. O Fórum Social Temático 2012 foi também preparatório para a Rio+20 dos Povos, evento paralelo à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.</p>
<p style="text-align: justify; ">Vamos falar do papel e influência do Fórum nas políticas públicas e do diálogo entre  o governo brasileiro e os movimentos sociais neste espaço.        Participarão do debate, Diogo de Sant'ana, assessor especial do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República; e José Antonio Moroni - folósofo e membro do colegiado do Inesc - Instituto de Estudos Sócio Econômicos.        "Cenas do Brasil" é transmitido pela NBR para todo o Brasil e também para 66 países pela TV Brasil Internacional, às quintas-feiras, das 22h às 23h.</p>
<p>As reprises são veiculadas às sextas-feiras, às 18h30; aos sábados, às 11h, 15h e 23h; aos domingos às 18h; às segundas, às 9h: e às quartas-feiras, às 16 e às 23h.  Os telespectadores podem participar com perguntas e comentários pelos telefones (61) 37995866/5867, pelo email cenasdobrasil@ebc.com.br, ou pelo twitter: www.twitter.com/tvnbr. O programa fica também disponível no youtube: www.youtube.com/tvnbr     Para obter informação sobre como sintonizar a TV NBR em sua cidade, acesse</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-09T16:04:43Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/queremos-uma-nova-politica-entrevista-com-jose-antonio-moroni">
    <title>Queremos uma nova política (entrevista com José Antônio Moroni)</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/queremos-uma-nova-politica-entrevista-com-jose-antonio-moroni</link>
    <description>Neste início de ano, o tema da Reforma Política volta ao debate na sociedade e no Congresso Nacional. Confira a entrevista com José Antônio Moroni, membro do colegiado de gestão do Inesc e representante da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i><a class="external-link" href="http://www.reformapolitica.org.br/component/content/article/26-em-destaque/406-queremos-uma-nova-politica-entrevista-com-jose-antonio-moroni.html">Entrevista realizada pela Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político</a><br /></i></p>
<p style="text-align: justify; "><b>1. Moroni, quais as expectativas para a discussão sobre a Reforma Política no Congresso Nacional?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">A Plataforma dos Movimentos Sociais pela  Reforma  Política  acompanha o debate no parlamento desde a sua  fundação em  2005 e nunca  tivemos  grandes expectativas que o Congresso irá  fazer uma  reforma  política que atenda aos interesses da sociedade. Para que isso aconteça é  necessário uma pressão externa da sociedade. Além disso, defendemos que quem deve dizer que  reforma política se quer é a sociedade, afinal de contas estamos  falando das  diversas formas de se exercer o poder e controlá-lo.  O parlamento por muito  tempo resistiu que este  debate fosse para a sociedade, pois  boa parte dos parlamentares e dos partidos entendem que esse tema diz  respeito somente a eles.  Esta mentalidade é a  radiografia da nossa  política onde o povo é um mero detalhe.  Neste sentido, lançamos, nos moldes do  Ficha Limpa,  a Iniciativa Popular da  Reforma do Sistema Político (que é bem mais ampla que apenas a reforma eleitoral). Estamos na fase de coleta de assinaturas.  Com a  iniciativa popular, além de pressionar o parlamento, estamos dizendo que o povo tem o direito de  influenciar este debate, apresentando propostas e, em última instância, referendando  ou não o que o parlamento decidir<br /><br /><b>2. E no Executivo Federal, quais as suas expectativas?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">O governo Lula mandou uma proposta de  reforma política para o congresso, mas não fez nada para que fosse aprovada. O Governo  Dilma  não se pronunciou sobre o assunto. Até hoje não sabemos o que o governo  Dilma defende sobre a reforma  política. Neste sentido acreditamos que o executivo irá se mover quando tivermos uma pressão maior da sociedade. <br /><br /><b>3. Considerando que este é um ano eleitoral, quais temas você acredita que estarão no centro dos debates?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">O central numa eleição municipal é o  debate sobre que cidade que queremos (ao menos devia ser).  Neste sentido, o  tema da reforma do sistema político entra como  um subtema e não em  centralidade. O que queremos é que este tema seja  também discutido nas eleições  municipais; que a população debata a  falta de democracia nos partidos;  o financiamento privado para as campanhas (criando relações promiscuas entre o privado e o público e as  várias denuncias de corrupção); e  a subrepresentação de vários  segmentos, como por exemplo,   das mulheres,  da população negra e indígena nos espaços de poder. A discussão sobre a total  falta de instrumentos de democracia direta e de controle do poder pela população, também deve ocorrer.  <br /><br /><b>4. Que desafios e ações estão colocados para a Plataforma dos Movimentos Sociais em 2012?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">O  grande desafio colocado para a plataforma é não deixar o tema da  reforma do sistema  político morra, caia no esquecimento. Manter esta chama acesa é um grande desafio. Outro é dialogar  com  a população que não  acredita mais na política ou que acha que política é igual a corrupção,  falta de transparência,  autoritarismo, etc.  Queremos resgatar o sentido do  fazer política, para isso precisamos  ter novos instrumentos de participação, fortalecer a democracia direta e, principalmente, ter outras formas de se  fazer política que não apenas nos processos eleitorais. Queremos uma nova política, mas com novas formas e não unicamente eleições, partidos, candidatos/as. <br /><br /><b>5. Para a Plataforma dos Movimentos Sociais, que temas são centrais para uma reforma política brasileira?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">A plataforma é estruturada em  cinco grandes  eixos:  fortalecimento da democracia  direta,  fortalecimento da democracia participativa/deliberativa, aperfeiçoamento da democracia  representativa, democratização da informação e comunicação e a  transparência e democratização do  Judiciário.   São  estes  cinco eixos articulados entre si que chamamos de reforma do sistema político.  Para cada eixo desses temos um conjunto de propostas que  são encontradas no documento  geral.  Não achamos que umas poucas propostas enfrentam os grandes desafios da nossa  democracia,  que são, em resumo, uma democracia sem povo. <br /><b><br />6. Como a aprovação da reforma política pode apontar para a democratização do poder no país?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">Não existe uma reforma política, existem varias propostas, inclusive algumas que pioram a situação, pois são elitistas, preconceituosas,  concentradoras de poder. Uma  reforma  política que aponte para a democratização do poder tem que enfrentar a questão da ausência do povo nas decisões.  Para nós isso é central e todas as nossas propostas vão nesta direção, aumentar o poder do povo nas decisões. <br /><br /><b>7. Em termos concretos, qual a importância de uma Reforma Política para a população brasileira?</b></p>
<p style="text-align: justify; ">Na mesma direção da pergunta anterior, depende do que for aprovado.  Dependendo do que for aprovado pode aumentar o autoritarismo, o  machismo, o racismo,  a homofobia na nossa política e, por conseqüência, na  própria sociedade.  Pode aumentar também o poder econômico nos processos eleitorais, é bom lembrar que a corrupção esta intimamente associada à forma de financiamento das campanhas eleitorais.  Portanto, a  reforma política tem tudo a ver com o funcionamento do  estado e da sociedade.<br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-09T12:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/o-futuro-que-eles-querem-uma-critica-ao-rascunho-zero-da-rio-20">
    <title>O Futuro Que Eles Querem: Uma Crítica ao Rascunho Zero da Rio+20 </title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/o-futuro-que-eles-querem-uma-critica-ao-rascunho-zero-da-rio-20</link>
    <description>ONGs e OSCs da Ásia, África, América Latina e Europa, entre elas, o Inesc, todas reconhecidas na luta pela equidade e justiça ambiental, apresentam os pontos mais preocupantes do documento.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Vinte anos após a Cúpula da Terra, a Conferências das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS) será realizada no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de junho de 2012. Por duas décadas, os movimentosdos povos trabalharam duro para alcançar a justiça social, econômica e ambiental. Contudo, o sistema econômico global deu como resultado um bilhão de pessoas ameaçadas de morrer de fome. A distância entre ricos e pobres está aumentado, com 70% dos recursos mundiais desfrutados pelos 20% mais ricos, enquanto aqueles no quintil inferior ficam somente com 2%. A justiça climática não pôde ser atingida porque os ricos do Norte e do Sul não querem mudar seu estilo de vida e as metas para parar as perdas de biodiversidade fracassaram. Há vinte anos, com a visão de implementar a Agenda 21, havia alguma esperança de trilhar o caminho da erradicação da pobreza, construção da justiça social e proteção do meio ambiente. Agora, quando se aproxima a Cúpula Rio+20, muita dessa esperança, senão toda, parece se evaporar.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />A declaração dos chefes de Estado e de governo, o chamado Rascunho Zero, intitulado “O Futuro Que Queremos”, certamente não é a favor da prosperidade do povo. Os governos não parecem dispostos a enfrentar as diversas crises criadas pelo fracasso do sistema capitalista e que resultaram no aumento da pobreza, crise de alimentos, crise climática, crise de recursos, crise financeira e econômica e crise da governança global.Ao contrário, querem perseguir a economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, o que é uma noção enganosa para legitimar os lucros, utilizando a natureza como o recurso básico.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Os elementos essenciais do Rascunho Zero insistem no modelo econômico existente.Os atuais modelos econômicos, adotados em nome da eficiência e do crescimento econômico – mas de fato movidos pelos lucros e pela ganância –, resultaram em níveis jamais vistos de pobreza, exploração de recursos naturais, desigualdade e insegurança alimentar, que afetam desproporcionalmente as mulheres. O Rascunho ignora amplamente a justiça social, os direitos humanos e a justiça ambiental, optando pelo crescimento e expansão do modelo econômico existente, tornando-o “verde” e transformando todos os serviços dos ecossistemas em commodities e produtos de mercado.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Nós, ONGs e OSCs que assinamos abaixo, vindas da Ásia, África, América Latina e Europa, e lutando por equidade e justiça ambiental em nossas sociedades e entre as nações, compartilhamos uma mesma análise do Rascunho Zero. Os pontos que mais nos preocupam são os seguintes<br /><br /> A Economia Verde, que é a principal preocupação do Rascunho Zero, mantém o modelo de exploração existente para o crescimento econômico. Não leva em conta que mesmo a economia mais verde imaginável em certo momento vai colidir com os recursos naturais que a Terra nos fornece.<br />• A Economia Verde, como esboçada no Rascunho Zero, parece não ser nada mais do que o “esverdeamento” das estruturas econômicas existentes. Assim, não são tocadas as desigualdades sociais, injustiças e iniquidades, assim como não é tocado o poder de poucos sobre os muitos sem poder.<br />• Os conceitos de direitos humanos e justiça ambiental parecem ser desconhecidos pelos governos. Portanto, questões essenciais do debate sobre a sustentabilidade e sociedades sustentáveis não estão refletidas no Rascunho Zero.<br /><br />• Como são propostas no Rascunho Zero, as Metas de Desenvolvimento Sustentável no marco de referência da Economia Verde não são ferramentas úteis. Embutidas no conceito de Economia Verde, como indicado no Rascunho Zero, elas não servem de âncora nem de meta para um caminho rumo a sociedades sustentáveis.<br /><br />• O conceito de Economia Verde é cego em relação aos desequilíbrios do regime comercial mundial. De acordo com o Rascunho Zero, a liberalização comercial é umas da chaves do desenvolvimento sustentável. Isto ignora a necessidade de espaços para políticas que os governos possam utilizar para regular sua economia nacional na direção do desenvolvimento sustentável. Também ignora que o modelo de liberalização comercial defendido pelos países desenvolvidos na Organização Mundial do Comércio (OMC)e em acordos bilaterais é parte das razões básicas para a pobreza, danos ecológicos e injustiça grave.<br /><br />• Em relação à segurança alimentar e à agricultura, o Rascunho Zero não enfrenta as tarefas principais colocadas pela crise dos alimentos, financeira e ambiental. O modelo da intensificação sustentável é somente o “esverdeamento” do modo atual de produção agrícola, que fracassou de forma dramática na tarefa de alimentar os famintos do mundo, de estancar a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas, a degradação dos solos e a desertificação nos últimos 20 anos.<br /><br />• De acordo com o Rascunho Zero, o setor privado precisa ser visto como o principal motor no caminho da sustentabilidade. Isto reflete a tremenda influência que esse setor adquiriu sobre os líderes políticos e aqueles que tomam as decisões. Ao mesmo tempo, isso ignora os inumeráveis danos sociais e ecológicos de responsabilidade das multinacionais nos últimos vinte anos. Também desconhece os vários modelos de economias alternativas que são praticados há anos.<br /><br /> O crescimento econômico não pode ser mais a meta primária a que tudo o mais deve servir. Para ser bem–sucedida, a Rio+20 terá de subordinar os interesses econômicos privados, baseados no lucro e na ganância, aos direitos humanos, à justiça social e ambiental, assim como a uma vida digna para todas as pessoas.A propriedade e o controle dos recursos naturais e meios de produção devem permanecer nas comunidades para garantir sua subsistência. Para isso, a equidade e a integridade da natureza precisam ser parte essencial da Conferência Rio+20.<br /><br />Exortamos os governos a revisarem esse rascunho de declaração nas futuras discussões e negociações. O mundo, especialmente as populações pobres e marginalizadas, ganharam o direito a um compromisso de seus governos que esteja mais de acordo com suas necessidades e preocupações do que o atual Rascunho Zero. Os governos devem mostrar seu compromisso com os direitos democráticos do povo e apresentarem um declaração centrada nas pessoas.<br /><br />AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, Brasil<br />Church Development Service (EED), Alemanha<br />Community Technology Development Trust (CTDT), Zimbábue<br />Ecumenical Association for Sustainable Agriculture and Rural Development (ECASARD), Gana<br />Ecumenical Justice Network (EJN), África do Sul<br />Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), Brasil<br />Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Brasil<br />Gender Empowerment and Development (GeED), Camarões<br />Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), Brasil<br />Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), Brasil<br />Policy Research for Development Alternatives (UBINIG), Bangladesh<br />Third World Network, Malásia<br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-08T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/14-de-marco-dia-internacional-de-luta-contra-as-barragens-pelos-rios-pela-agua-e-pela-vida">
    <title>14 de Março: Dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/14-de-marco-dia-internacional-de-luta-contra-as-barragens-pelos-rios-pela-agua-e-pela-vida</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">O <b>Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)</b> convoca todas as entidades, organizações, pastorais, redes, ativistas e  movimentos sociais a inserirem-se e nos ajudarem a realizar as  mobilizações que marcarão o <b>Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens, pelos rios, pela água e pela vida</b>,  na jornada do 14 de março. Nesta data, populações atingidas por  barragens do mundo inteiro denunciam o modelo energético que,  historicamente, tem causado graves conseqüências sociais, econômicas,  culturais e ambientais. Segundo o relatório da Comissão Mundial de  Barragens (órgão ligado à ONU), no mundo, cerca de 80 milhões de pessoas  foram atingidas direta ou indiretamente pela construção de usinas  hidrelétricas.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Os últimos anos foram marcados pelo avanço das  grandes empresas nacionais e estrangeiras no controle das riquezas  naturais e minerais, da água, das sementes, dos alimentos, do petróleo e  da energia elétrica. Todos estes bens tornam-se mercadorias e são  explorados pelos setores da indústria que se abastecem com o alto  consumo de energia. A atual crise do capitalismo mostra o quanto este  modelo de produção e consumo é insustentável e insano, centrado apenas  no lucro de poucos. Para o MAB é necessário construir um novo modelo de  desenvolvimento, centrado na busca de condições dignas de vida para a  classe trabalhadora.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Movimentos de resistência contra este  modelo se fortalecem e agora, mais do que nunca, faz-se necessária a  realização de grandes jornadas de lutas que deverão ir para além do 14  de março, devem avançar para a Rio + 20, que acontece em junho no Rio de  Janeiro, e para combater todas as estruturas injustas desta sociedade.  Em se tratando do modelo energético, a crise nas atividades econômicas  abrem a possibilidade de discutir uma reestruturação profunda, que parta  das necessidades reais de superação das contradições do atual modelo e  que carregue os princípios da soberania energética a partir de um  projeto popular.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Cada vez mais nosso compromisso é de nos  organizarmos e de nos inserirmos nas lutas contra as transnacionais,  pelos direitos dos trabalhadores, na defesa dos rios, da água e da  vida.  As manifestações da semana do 14 de março serão realizadas para  pedir solução para a enorme dívida social e ambiental deixada pelas  usinas já construídas e para fortalecer a luta por um outro modelo  energético. Portanto, essa luta não é apenas da população atingida pelos  lagos, pois todo o povo é atingido pelas altas tarifas da energia, pela  privatização da água e da energia, pelo dinheiro público investido em  obras privadas. Cabe a nós fazermos a luta de resistência e construirmos  um novo modelo energético e de sociedade!</p>
<p><br /><b>Águas para vida, não para morte!<br />Água e energia não são mercadorias!</b></p>
<p><b>MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens - Brasil</b></p>
<p><b>Matéria publicada originalmente em </b><a class="external-link" href="http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/14-mar-dia-internacional-luta-contra-barragens-pelos-rios-pela-gua-e-pela-vida-0">http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/14-mar-dia-internacional-luta-contra-barragens-pelos-rios-pela-gua-e-pela-vida-0</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-POLITICA-SOCIOAMBIENTAL</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-08T12:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/brasil-tem-3-8-milhoes-de-criancas-e-jovens-fora-da-escola">
    <title>Brasil tem 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/brasil-tem-3-8-milhoes-de-criancas-e-jovens-fora-da-escola</link>
    <description>Dado faz parte do relatório De Olho nas Metas 2011, divulgado pelo Todos Pela Educação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Matéria publicada no <a class="external-link" href="http://oglobo.globo.com/educacao/brasil-tem-38-milhoes-de-criancas-jovens-fora-da-escola-3905839">O Globo</a></p>
<div id="article-body">
<p style="text-align: justify; ">SÃO PAULO - O atraso escolar, causado principalmente pelo ingresso  tardio no colégio, pela repetência e pelo abandono, é um problema que  persiste no país e, segundo a ONG Todos Pela Educação, pode fazer com  que o Brasil não atinja as metas de conclusão dos ensinos fundamental e  médio, até 2022. A conclusão, que faz parte do relatório "De Olho nas  Metas 2011", divulgado nesta terça-feira, não é a única que preocupa  educadores. Segundo a entidade, 3,8 milhões de indivíduos de 4 a 17 anos  ainda estão fora da escola. Baseado no censo de 2010, o estudo mostra  que este número representa 8,5% da população nesta faixa etária. São  Paulo é o estado com mais crianças e jovens a incluir no sistema de  ensino: 607 mil. Na sequência estão Minas Gerais (363.981 crianças e  jovens fora da escola) e Bahia (277.690).</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma das metas traçadas  pelo Todos Pela Educação estabelece que, até 2022, 98% de crianças e  jovens de 4 a 17 anos deverão estar na escola. Com este foco em mente,  já foram estabelecidas metas intermediárias que, em 2010, não foram  cumpridas por nenhuma das unidades da federação. De acordo com o  relatório, o principal desafio dos estados está relacionado com a  inclusão no sistema escolar das crianças na pré-escola e dos jovens no  ensino médio. Os governos, segundo a ONG, não devem esquecer que o  problema vai além da ampliação do número de vagas. O combate à evasão e  ao atraso escolar deve estar nas agendas políticas para que a meta seja  cumprida.</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Menias leem e escrevem melhor do que os meninos</b></p>
<p style="text-align: justify; ">O  estudo também leva em consideração dados da Prova ABC (avaliação  brasileira do final do ciclo de alfabetização), realizada em 2011, que  trouxe dados inéditos sobre a alfabetização das crianças brasileiras.  Aplicado em todas as capitais brasileiras a 6 mil alunos do início do 4º  ano (que concluíram com êxito o 3º ano) de escolas públicas e privadas,  o teste avaliou o desempenho das crianças em matemática, leitura e  escrita. Em média, apenas 56,1% atingiram o conhecimento esperado em  leitura, 53,3% em escrita e 42,8% em matemática. No "De Olho nas Metas  2011", novos dados sobre a avaliação foram publicados, e eles apontam  para uma diferença entre o aprendizado de meninos e meninas no início da  vida escolar. Em escrita, a proporção de meninas com nível igual ou  superior ao esperado foi 16,4 pontos percentuais maior que a dos  meninos. A diferença em leitura foi de 9,4 pontos percentuais, favorável  às meninas. Em matemática, não houve diferença estatística.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um  meta pelo menos foi atingida: a de fazer com que todo jovem brasileiro  tenha concluído o ensino fundamental aos 16 anos. A meta de terminar e o  ensino médio até os 19 anos foi superada. O resultado nacional foi de  63,4% no ensino fundamental enquanto a meta intermediária (para 2009)  era 64,5% (dentro do intervalo de confiança que vai de 62,1% a 64,7%).  No ensino médio o resultado foi de 50,2% para uma meta de 46,5%. No  entanto, o TPE tem fortes indícios de que essa meta, que deveria ser  atingida em 2022, não será cumprida. As previsões indicam uma taxa de  conclusão (com até um ano de atraso) de 76,8% para o fundamental e 65,1%  para o médio.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ainda segundo o relatório, nenhuma região – nem o  Brasil como um todo – atingiu a meta prevista para 2010 de 80% das  crianças com aprendizado esperado até o final do 3º ano. No país, entre  as três áreas avaliadas, a melhor situação foi a de leitura, na qual  56,1% dos alunos tiveram desempenho adequado para a etapa do ensino. Já  em matemática, somente 42,8% dos estudantes demonstraram possuir as  habilidades esperadas. O estudo completo está no site do <a href="http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/21332/fluxo-escolar-e-um-dos-principais-desafios-da-educacao-na-proxima-decada/" rel="external">Todos Pela Educação</a>.</p>
</div>
<div style="text-align: justify; "><br />Leia mais sobre esse assunto em  <a href="http://oglobo.globo.com/educacao/brasil-tem-38-milhoes-de-criancas-jovens-fora-da-escola-3905839#ixzz1lnA7dBZ1">http://oglobo.globo.com/educacao/brasil-tem-38-milhoes-de-criancas-jovens-fora-da-escola-3905839#ixzz1lnA7dBZ1</a> <br />© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e  Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por  broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-INFANCIA-E-JUVENTUDE</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-08T12:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/peluso-diz-que-julgamento-da-lei-da-ficha-limpa-deve-ser-retomado-em-ate-15-dias">
    <title>Peluso diz que julgamento da Lei da Ficha Limpa deve ser retomado em até 15 dias</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/peluso-diz-que-julgamento-da-lei-da-ficha-limpa-deve-ser-retomado-em-ate-15-dias</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Matéria publicada pela <a class="external-link" href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-07/peluso-diz-que-julgamento-da-lei-da-ficha-limpa-deve-ser-retomado-em-ate-15-dias">Agência Brasil </a></p>
<div class="content">
<p style="text-align: justify; ">Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar  Peluso, afirmou hoje (7) que o julgamento do processo sobre a validade  da Lei da Ficha Limpa deve ser retomado em até 15 dias. Ele falou com  jornalistas ao deixar uma reunião administrativa do Conselho Nacional de  Justiça (CNJ), no início da noite, e sinalizou que o processo pode  entrar na pauta, inclusive, “antes do carnaval”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Serão analisadas três ações que tratam da legalidade da Lei da Ficha  Limpa – uma contra e duas a favor. Sancionada poucos meses antes das  eleições presidenciais de 2010, a lei chegou a impedir o registro de  alguns políticos. No entanto, esses candidatos acabaram sendo liberados  depois que os ministros do STF entenderam que a norma alterava o  processo eleitoral e que, segundo a legislação, deveria esperar um ano  para produzir efeitos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para evitar novas surpresas para as eleições de 2012, a Ordem dos  Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação pedindo que o STF  declarasse constitucionais todos os pontos da lei. O julgamento começou  em novembro do ano passado, e o relator, ministro Luiz Fux, entendeu que  a lei era constitucional, mas que alguns ajustes precisariam ser  feitos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Fux defendeu, por exemplo, que o político ameaçado de cassação só  ficaria inelegível depois que a Comissão de Ética já tivesse processo  contra ele. O entendimento foi criticado pela imprensa e pela opinião  pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição, e  Fux acabou voltando atrás quando o julgamento retornou ao plenário, já  em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em seu voto, Barbosa votou pela constitucionalidade integral da  norma, mas o julgamento foi interrompido novamente por um pedido de  vista do ministro Antonio Dias Toffoli, que devolveu o caso para  julgamento assim que o STF voltou do recesso de fim de ano.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além da Ordem dos Advogados, o PPS acionou o Supremo para garantir a  validade da lei. Já o Conselho Nacional dos Profissionais Liberais  (CNPL) pediu a anulação da regra que torna inelegível por oito anos o  profissional excluído do exercício da profissão por órgão profissional  competente.</p>
<p>Débora Zampier<br /> <i>Repórter da Agência Brasil</i></p>
<p><i>Edição: Nádia Franco</i></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
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      <dc:subject>TEMAS-DEMOCRACIA-PARLAMENTO-SOCIEDADE</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-08T11:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/comites-populares-preparam-campanha-pela-nao-aprovacao-da-lei-geral-da-copa">
    <title>Comitês Populares preparam campanha pela não aprovação da Lei Geral da Copa</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/comites-populares-preparam-campanha-pela-nao-aprovacao-da-lei-geral-da-copa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="texto_autor">Matéria publicada em <a class="external-link" href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cat=7&cod=64198">Adital </a></div>
<div class="texto_autor"></div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; ">Os Comitês Populares da Copa estão decididos a impedir que a Lei Geral da Copa vá para frente e seja votada com está, negando direitos e desrespeitando as leis brasileiras. Unidos por meio da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, movimentos e organizações sociais integrantes desta iniciativa lançaram no final de janeiro um campanha contra a PL nº. 2330/2011.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />A intenção é que, ao invés de ser votada e aprovada como está, a Lei seja discutida com os interessados nas mudanças que as cidades-sede vão sofrer, ou seja, com a sociedade brasileira. De acordo com o que o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB), divulgou para a imprensa nacional, a Lei deve ser votada em março.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Reginaldo Souza, um dos coordenadores da Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe, organização que faz parte do Comitê Popular da Copa da Bahia, informou que uma reunião com representantes de todos os Comitês Populares vai definir quais serão as ações desenvolvidas no contexto da campanha.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />"No Fórum Social Temático, em Porto Alegre, nos reunimos e conversamos sobre algumas diretrizes que devem guiar a campanha, como a exigência do respeito às leis que dão direitos sociais, respeito à meia-entrada e Estatuto do Idoso. Ainda nesta semana deveremos fazer uma reunião de nível nacional que vai definir como os comitês vão realizar a campanha contra a Lei Geral da Copa”, disse.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Segundo Reginaldo, há a expectativa de se fazer uma marcha até Brasília, Distrito Federal, para pressionar pela não aprovação da Lei como ela está estruturada hoje. Os Comitês Populares também buscarão o apoio de parlamentares que desejem apoiar a luta e ajudar a incorporar na Lei "um olhar do movimento social”.<br />A Lei Geral da Copa dispõe sobre medidas que devem ser tomadas durante a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, ambas serem realizadas no Brasil. A legislação passa por cima de leis já aprovadas e de direitos adquiridos por estudantes, idosos e torcedores. A aprovação de uma lei específica para esses eventos beneficia exclusivamente a Federação Internacional de Futebol (Fifa), que é uma entidade privada, e seus parceiros.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Está proposto na PL nº. 2330, entre outras coisas, a criação de "zonas limpas”, que se referem às áreas próximas aos estádios. A intenção é que não haja pessoas em situação de rua, ambulantes ou comunidades pobres nas proximidades dos locais dos jogos. Apenas pessoas autorizadas pela Fifa poderão transitar por essa área.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Outro ponto definido pela Fifa para constar na Lei da Copa são os Novos Tipos Penais, sanções civis e juizados especiais. São propostas penalizações específicas para o evento, como os crimes de "Utilização indevida de símbolos oficiais”, "Marketing de emboscada por associação” e "Marketing de emboscada por intrusão”. Quem for detido por esses crimes poderá pagar multa ou ficar preso.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Além disso, o governo brasileiro também deve se responsabilizar por todo prejuízo ou dano causado à Federação Internacional de Futebol. O projeto de lei define que o Brasil responderá amplamente por "todo e qualquer dano resultante ou que tenha surgido em função de qualquer incidente ou acidente de segurança relacionado aos eventos”.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />Por estas e outras imposições é que os Comitês Populares da Copa estão se organizando para impedir que os direitos adquiridos pela população brasileira sejam esquecidos e que a população mais pobre sofra ainda mais com a exclusão e o abandono. A jornada de lutas da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas deve seguir até as atividades realizadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.</div>
<div class="texto_autor" style="text-align: justify; "><br />As cidades-sede da Copa são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Natal, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.<br /><br /></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
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      <dc:subject>TEMAS-DEMOCRACIA-PARLAMENTO-SOCIEDADE</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-08T11:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/a-era-dos-extremos-climaticos-comecou">
    <title>A era dos extremos climáticos começou</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/a-era-dos-extremos-climaticos-comecou</link>
    <description>Em 2011, acentuaram-se grandes secas, cheias, ondas de calor e desastres ambientais. É preciso agir já, contra reação em cadeia</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><b>Por Janet Larsen e Sara Rasmussen, do Earth Policy Institute | Tradução: Antonio Martins</b><br /><br />A temperatura média global em 2011 foi de 14,52ºC. Segundo cientistas da Nasa, foi o nono ano mais quente desde que os dados passaram a ser coletados, há 132 anos – a despeito da influência resfriadora do fenômeno atmosférico e oceânico La Niña, e de irradiação solar relativamente baixa. Desde os anos 1970, cada nova década foi mais quente que a anterior – e nove dos dez anos mais quentes de todos os tempos estão no século 21.</p>
<p style="text-align: justify; ">A cada ano, a temperatura média do planeta é determinada por um conjunto de fatores, que incluem a atividade solar e o sentido dos fenômenos El Niño / La Niña. Mas os gases que capturam o calor e se acumularam na atmosfera, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis, tornaram-se uma força influente, pressionando o clima da Terra para fora dos parâmetros normais. O planeta está agora quase 0,8ºC mais quente do que foi há um século. A média esconde, além disso, sinais espantosos de novos recordes de temperatura e precipitação de chuvas, em muitas partes do mundo. Extremos climáticos que seriam antes considerados anomalias ameaçam tornar-se normas,  à medida em que a Terra se aquece.<br /> <b><br />Temperaturas globais médias (1880-2011)</b><br />Em todo o mundo, 2011 foi o segundo ano de maiores precipitações em terra firme. (O recorde atual é 2010, que também igualou-se a 2005, como o mais chuvoso em toda a superfície do planeta. Esperam-se degelos mais intensos, num planeta mais quente; cada aumento de 0,1ºC aumenta o limite de umidade que a atmosfera pode suportar em cerca de 7%. Temperaturas mais altas podem, portanto, desencadear tempestades mais violentas.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />O Brasil inaugurou 2011 com um dos desastres naturais mais letais de sua história. Em janeiro, o equivalente a um mês de chuvas caiu num único dia no estado do Rio de Janeiro, provocando inundações e deslizamentos que mataram ao menos 900 pessoas. No mesmo mês, inundações na região oriental da Austrália atingiram uma área equivalente às da França e Alemanha somadas. Foi o terceiro ano mais chuvoso no país, desde que os registros começaram, em 1900.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />O desastre climático mais caro do ano foram as inundações na Tailândia, no segundo semestre, que terminaram submergindo um terço das províncias do país. Com prejuízos de 45 bilhões de dólares – ou 14% do PIB da Tailândia, foram também a catástrofe natural mais custosa que o país já viveu.<br />Em outubro, mais de 100 pessoas morreram em duas tempestades – uma partindo do Pacífico, outra do Caribe – que despejaram chuvas pesadas na América Central. No oeste de El Salvador, quase 1500 mm de chuva caíram em dez dias. E em dezembro, a tempestade tropical Washi atingiu as Filipinas, provocando inundações instantâneas que mataram mais de 1,2 mil pessoas.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Em 2011, a temporada de furacões no Atlântico teve 19 tempestades nomeadas. O furacão Irene produziu enormes inundações no nordeste dos Estados Unidos em agosto, com prejuízos totais de 7,3 bilhões de dólares. O ano foi o mais chuvoso de todos os tempos em sete estados norte-americanos – e foi, ao mesmo tempo, o mais seco para vários outros. Embora os extremos pareçam se compensar, resultando numa média próximas às comuns, na verdade deu-se um recorde: 58% dos estados viveram um ano ou extremamente seco, ou extremamente úmido.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Num planeta mais quente, espera-se que algumas partes do globo sejam ultra-atingidas por chuvas, enquanto outras sofrem secas. Uma estiagem severa no Chifre da África, iniciada em 2010, descambou para situação de crise em 2011, caracterizada por perda de colheitas, preços exorbitantes de comida e subnutrição generalizada. Exacerbada por instabilidade política crônica e socorro humanitário retardado, o número de mortes pode ter superado 50 mil.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Na América do Norte, uma seca que começou no final de 2010 e se agravou em 2011 levou centenas de agricultores do norte do México a marchar até a capital do país, em janeiro de 2012, tentando chamar atenção do governo para seu drama. Quase 900 mil hectares de colheitas e 1,7 milhão de cabeças de gagos foram perdidas devido ao fenômeno – o pior desde que os dados passaram a ser registrados, há 70 anos.<br />Temperaturas abrasadoras, secas e incêndios florestais atingiram as planícies do sul e sudoeste dos Estados Unidos, provocando prejuízos superiores a 10 bilhões de dólares em 2011. A cidade de Wichita Falls, no Texas, viveu cem dias com temperaturas acima de 38ºC – muito mais que o recorde anterior (79 dias), em 1980. Oklahoma e o Texas tiveram os verões mais quentes de todos os estados na História, quebrando por larga margem o recorde de 1934, durante a onda de tempestades de areia que ficou conhecida como Dust Bowl. James Hansen, diretor do Instituto Goddard par Estudos Espaciais, da NASA, escreve que a possibilidade de tais ondas de calor “era desprezível antes do recente aquecimento global acelerado”. O Texas também viveu o ano mais seco na história. O calor e a estiagem favoreceram incêndios florestais, que queimaram uma área equivalente a 1,5 milhão de hectares no estado.</p>
<p style="text-align: justify; ">(…) Em todo o mundo, sete países viveram recordes históricos de temperatura em 2011: Armênia, China, Irã, Iraque, Kuait, República do Congo e Zâmbia. Curiosamente, o Zâmbia foi também o único país a experimentar um recorde negativo de temperatura no ano, quando os termômetros desceram a 9ºC, em junho. O Kuait viveu a temperatura mais alta do ano, 53,3ºC, o maior calor já registrado em qualquer parte do planeta num mês de agosto. Ainda mais ameaçadores para a saúde que os picos diurnos são as temperaturas mínimas noturnas excepcionalmente altas, que indicam a ocorrência de um calor sem pausas. A temperatura mínima mais alta num único período de 24 horas, em todos os tempos, foi registrada em Oman, em junho de 2011: chegou a 41,7ºC.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Até mesmo na região ártica, 2011 foi um ano de calor notável, com um recorde de 2,2ºC acima da média registrada entre 1951-80. Barrow, no Alaska, a cidade mais próxima do Polo Norte em território norte-americano, viveu mais de 86 dias seguidos na temperatura do derretimento do gelo ou acima dela. O recorde anterior era de 68 dias, em 2009.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Ao longo dos últimos 50 anos, as temperaturas no Ártico subiram mais de duas vezes mais que a média planetária, o que provocou derretimento de gelo e permafrost. O gelo do Oceano Ártico está recuando mais rapidamente, e caiu para o volume mais baixo e segunda área mais baixa de todos os tempos no verão de 2011. Com a perda de gelo no verão bem acima da recuperação invernal, a cobertura do oceano tornou-se mais delgada, tornando-o cada vez mais vulnerável a novos derretimentos. Cientistas prevêem um verão ártico completamente sem gelo em 2030, ou mesmo antes.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />À medida em que desaparece o gelo, e sua capacidade de refletir os raios solares, fica exposto o oceano escuro, que absorve a energia solar muito mais rapidamente, o que provoca aquecimento ainda maior da região. Isso desencadeia uma espiral climática, acelerando o derretimento tanto no oceano quanto na vizinha Groenlândia, que tem gelo suficiente para provocar a elevação do nível do mar em 7 metros – caso ele se derreta por completo. O derretimento do permafrost também libera dióxido de carbono e metano, dois gases que contribuem para o aquecimento global.</p>
<p style="text-align: justify; "><br />Mesmo sem que todos estes gatilhos disparem, certos modelos sugerem que o uso continuado de combustíveis fósseis poderá elevar a temperatura em até 7ºC, até o final deste século. Tamanha elevação poderia multiplicar os extremos de temperatura e precipitações, a ponto de gerar tragédias perto das quais parecerão minúsculas as registradas nos últimos anos. Só uma redução dramática da emissão de gases do efeito-estufa poderá manter as temperaturas futuras numa faixa relativamente segura.<br />(antonio@outraspalavras.net)</p>
<p style="text-align: justify; ">http://www.outraspalavras.net/2012/02/01/a-era-dos-extremos-climaticos-comecou/<br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-POLITICA-SOCIOAMBIENTAL</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-07T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/contra-uma-avalanche-verde-aposta-nos-territorios-do-futuro">
    <title>Contra uma avalanche verde, aposta nos territórios do futuro</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/contra-uma-avalanche-verde-aposta-nos-territorios-do-futuro</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div><b><span>Lívia Duarte, da  FASE</span> </b></div>
<div style="text-align: justify; "><br />Em 2001, o dicionário  Houaiss não dava nenhuma notícia do que poderia ser “economia verde” – ao  contrário da economia de escala, de guerra, de mercado, de palitos, dirigida,  doméstica, e muitas outras. Ainda agora, passados dez anos, o conceito não pode  ser compreendido com a clareza dos dicionários. No entanto, já faz parte de  documentos da ONU, acompanhados ou não da definição necessária aos conceitos que  determinarão nosso jeito de viver. O documento “zero” da Rio+20 é um bom  exemplo: o adjetivo “verde” acompanha o substantivo “economia” quase 40 vezes em  20 páginas. No entanto, não achamos ali a definição para o novo conceito.  <br /><br />As possíveis definições constam em outras peças diplomáticas e no  discurso de corporações e governos. E não parecem apontar para um modo de viver  radicalmente diferente do atual, mas para o aprofundamento da forma de produção  e consumo dominante no mundo, que gera desigualdades entre países e povos, além  de múltiplas crises, como a ambiental. <br /><br />Pablo Sólon, que foi embaixador  da Bolívia na ONU, lembrou que no momento da convocatória, a Rio+20 deveria ter  sido, fundamentalmente, um espaço de avaliação dos avanços de cumprimento da  Agenda 21 (acordada na Eco 92) e, quem sabe, motivadora de seu fortalecimento. A  economia verde, no primeiro momento, era um tema em discussão. Algo secundário.  Por pressões de diversos atores, especialmente países da União Européia, se  transformou em central – mesmo, segundo Sólon, não tendo aceitação unânime entre  as nações. <br /><br />Na opinião dele, a falta de definição do termo “economia  verde” para a Rio+20 é um enorme risco. E não considera que estejamos falando  apenas de um novo slogan: “Os entusiastas dizem que economia verde é tudo:  separar o lixo, indústrias limpas, estar com Pachamama, vender créditos de  carbono, tudo isso pode ser economia verde. E por isso não definir esta economia  no documento. Se aceitamos isso, assinamos um cheque em branco”, avalia o  ex-embaixador, explicando que a Rio+20 não será o lugar de fechar tratados. “O  que querem é o mandato para formular a arquitetura institucional necessária a  criar este mercado de bens intangíveis. Depois, o processo vai se dar  praticamente sozinho”, vaticina. E segue: “Se não temos uma posição categórica  de repúdio à economia verde seremos cúmplices do lançamento de um dos maiores  negócios de roubo da natureza que será lançado no Rio de Janeiro, em junho. É  muito complicado porque há muitos interesses e um mercado multimilionário que  não vai resolver nada, mas eles esperam, vai reverter as taxas decrescentes de  lucro do sistema capitalista”.<br /><br />E foi em busca de uma “outra economia” que  representantes de entidades e movimentos sociais “críticos à economia verde” se  reuniram no seminário “Rumo à Rio+20: Por uma outra economia”.<br /><br />Além de  expor alguns elementos que os fazem “críticos”, concluíram que para encontrar um  novo modo de viver não é preciso sair do zero. Como sintetizou Maria Emília  Pacheco, da FASE, não faltam práticas à margem da hegemonia, além de conceitos  em construção - o bem-viver, os bens-comuns, o decrescimento -; valores sendo  reforçados, como a justiça ambiental; e lógicas que não se regem pela  subordinação direta,  como a economia do cuidado – para a qual apontam as  feministas - e a economia da reciprocidade, seguida por comunidades tradicionais  e camponesas ao redor do globo. Também a insurgência de novos direitos, estes  coletivos, em oposição aos mecanismos de propriedade privada ou intelectual,  podem ser levados em conta, somados aos direitos dos agricultores, dos povos e  da natureza (como já figura em duas constituições latino-americanas).<br /><br />O  desafio, portanto, estará em tornar visíveis práticas tão plurais quando um  encontro mundial do tamanho da Rio+20 aponta, exclusivamente, para a velha  economia que vivemos, agora pintada de verde. <br /><br /><b><span>Avalanche verde</span></b><br /><br />Algumas constatações  eram consensuais àqueles que chegaram ao seminário realizado em uma das pequenas  salas da antiga casa do centro de Porto Alegre que abriga o Instituto dos  Arquitetos do Brasil. Uma delas, talvez a mais forte, era de que vivemos um  ciclo de crises nunca antes experimentado pela humanidade. <br /><br />Jean Marc von  der Weid da ASPTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, fez uma leitura do  quadro atual acentuando as questões ligadas à agricultura: “parecemos olhar para  as profecias de Nostradamus. As crises parecem estar se integrando e se  fortalecendo umas às outras”. O economista enumerou alguns aspectos para mostrar  como o modelo hegemônico de agricultura simplesmente é insustentável em longo  prazo: os recursos minerais usados para fabricação de adubos nitrogenados estão  desaparecendo; o modelo é completamente baseado em petróleo e não faltam  questionamentos sobre os limites de sua exploração; a degradação do solo chega a  níveis alarmantes: calcula-se que já atinge 22% das terras férteis do mundo.  “Desaparecem ainda as culturas agrícolas tradicionais. Isso tem uma significação  que vai além da perda ambiental e do material genético. Perdemos também o  conhecimento. Esse é um problema grave para o futuro”, preocupa-se, lembrando  que neste cenário, questões antigas e não resolvidas no Brasil, como a reforma  agrária, são ainda mais necessárias. <br /> <br />Pablo Bertinant, do programa  Cone Sul Sustentável, também falou do momento de crise, salientando os problemas  da matriz energética mundial, ainda concentrada no petróleo, diante do  aquecimento global. E sintetizou outro ponto de acordo – aliás, desde a  convocatória do seminário: a crítica à economia verde. “Hoje a lógica de  resolução de problemas é a mesma [da Eco 92], mas com um passo a mais, que é a  economia verde”, afirmou. Para Bertinat, calcular o “capital natural” e  argumentar que a medida é necessária para que as corporações tenham interesse na  preservação é um erro. Afinal, revela, “a finalidade deste processo é encontrar  outros meios para a acumulação de capital com o objetivo de superar a atual  crise financeira. E fica claro que nada muda no sistema atual”. <br /><br />Lúcia  Ortiz, do Núcleo Amigos da Terra Brasil, seguiu no mesmo sentido, enfatizando  uma aceleração dos processos e também a diminuição de transparência no que diz  respeito às negociações e conferências das Nações Unidas. Lúcia também destacou  que as corporações, dentro e fora da ONU, reafirmam seu poder. E que se antes a  apropriação era dos bens públicos – via privatização – agora é dos bens comuns –  via abertura de mercados na economia verde. Para ilustrar a percepção de Lúcia,  podemos voltar ao documento base da Rio+20: em diversas ocasiões o Rascunho Zero  enfatiza “o importante papel do setor privado no caminho para o desenvolvimento  sustentável”. <br /><br />Mas a ação dos governos, que têm por trás tantos  interesses e com diferentes níveis de força, também foram questionados. Camila  Moreno, da Fundação Heinrich Boell, analisa que “sem a ação autoritária e  impositiva dos governos as corporações não poderiam fazer nada”. Ela enumerou  diversos processos – seja as sínteses e documentos elaborados por agências da  ONU, por coalizões de bancos ao por agências de consultoria que atuam junto à  corporações e governos - que mostraram o avanço da chamada economia verde como  realidade, agora em processo de regulamentação – inclusive no Brasil, por  exemplo com a tramitação de lei para o pagamento por serviços ambientais.  <br /><br />Vale dizer que já existe, inclusive, uma metodologia para medir o valor  de mercado do que antes era considerado bem comum: ar, água, biodiversidade,  etc. A metodologia está em um estudo chamado Teeb (A economia dos Ecossistemas e  da Biodiversidade, na sigla em inglês), vinculado ao Programa das Nações Unidas  para o Meio Ambiente e lançado na última Conferência da Convenção sobre  Diversidade Biológica em 2010. “O Brasil pode transformar, por exemplo, o  carbono estocado na floresta Amazônica em uma variável macroeconômica. Ou seja,  a economia verde brasileira ‘vai bombar’ porque subitamente a água doce vai ser  somada às riquezas nacionais. Nada contra contabilizar. A questão é: dentro de  qual projeto isso se insere e para quais fins? E os fins são lançar isso em um  mercado de commodities e, pior ainda, de financeirização e de uma série de  produtos financeiros atrelados a estas commodities”. <br /><br />Outro ponto  especialmente destacado por Pablo Sólon é o papel do Brasil na conferência. O  ex-diplomata boliviano lembra que o país será mais que um simples anfitrião,  inclusive porque também quer “negociar seu pedaço” em um novo negócio no qual  pode ser naturalmente privilegiado pelos recursos que estão em seu território. A  isso, o canadense Pat Mooney, do ETC Group, adicionou que a pressão sobre o  Brasil estará duplicada na Rio+20 visto que hoje brasileiros ocupam dois cargos  chaves na ONU nesta área: José Graziano da Silva é diretor geral da FAO, órgão  para alimentação e portanto, a cargo de parte da diversidade biológica do mundo  e, agora, a cargo de outra parte, Bráulio Ferreira de Souza Dias,  recém-escolhido como Secretário Executivo do Secretariado da Convenção sobre  Diversidade Biológica. Mooney também lembrou que o mundo não pára de girar  depois da Rio+20. Assim, aconselhou: “devemos estar atentos a outros encontros  mundiais, como a próxima Conferência das Partes sobre Biodiversidade Biológica,  onde podem ser concretizados os mecanismos para o mercado verde”.<br /><b><br /><span>Aposta nos “Territórios do Futuro”</span></b><br /><br />Se o  contexto geral é de crise – e do ponto de vista ambiental nunca se viu tanta  degradação como nos últimos 20 anos – também podemos apontar como consenso entre  os críticos à economia verde que está clara a necessidade de denúncia sobre os  responsáveis pela tragédia anunciada. <br /><br />Mas denunciar como? Denis  Monteiro, da Articulação Nacional de Agroecologia, aponta um dos caminhos. Para  ele, mais que levantar números é preciso mostrar à sociedade a gravidade do  problema a partir do concreto: as secas, as enchentes das grandes cidades, as  doenças, a poluição, os agrotóxicos que contaminam alimentos, água, solo. “Tudo  isso já é sentido com clareza pelas populações em seus territórios e mostra que  as crises realmente estão aí”, comenta. Do mesmo modo, também as soluções estão  nos territórios, como aponta Jean Pierre Leroy, da FASE, ao tratar de um  conceito com crescente importância, o de bens comuns, que inclusive figura no  documento de convocação da Cúpula dos Povos. Para ele, também os territórios  podem ser considerados como bens comuns, aqueles bens, materiais ou não, geridos  por grupos para bem de todos, lugares de conflito e relações  sociais.    <br /><br />Na opinião de Jean Marc, da ASPTA, a  diferença entre hoje e há 20 anos está, entre outros pontos, na solidez das  práticas que respeitam as pessoas e o ambiente, como a produção de alimentos  saudáveis na agroecologia. São muitas as experiências espalhadas pelo mundo.  Soma-se a isso que são numerosas as pesquisas sérias, inclusive financiadas pela  própria ONU, que comprovam serem soluções para os problemas ambientais e sociais  que enfrentamos atualmente. É preciso tornar visíveis essas práticas que também  se materializam nos territórios. No entanto, a questão não se restringe a  visibilidade: ao argumentar que a agroecologia só é possível com reforma agrária  e campesinato, Jean Marc nos lembra que o debate sobre as alternativas está no  plano político. <br /><br />Jean Marc não foi o único a enfatizar a importância da  agricultura familiar para o futuro do planeta. Enquanto Pat Mooney desfiou uma  enorme quantidade de estatísticas que mostram como a agricultura familiar é  melhor diante das mudanças climáticas por ser mais flexível e adaptável,  preservar a biodiversidade, conservar os solos, etc; Silvia Ribeiro, também do  ETC Group, foi taxativa ao mencionar o trabalho dos campesinos, que ao contrário  do que pode sugerir o marketing das empresas, ainda alimenta certa de 80% da  população mundial: “A agricultura ecológica é imprescindível”.   <br /><br />Fátima Mello, da FASE, também aposta na materialidade para  denunciar e mostrar as alternativas. Por isso construir na Cúpula das Povos um  “Território do Futuro”, mostrando as práticas que apontam para outra economia.  “Mas é preciso que a sociedade saiba que o que chamamos alternativo, como a  agroecologia, nunca será massificado se isso não passar pela política”, afirmou  lembrando que lutas como o levante de Chiapas no México em 94 e coalizões contra  o Nafta, que desembocaram nos protestos de Seatle  em 1999 e no Fórum  Social Mundial no início do século, partiram também de situações muito concretas  e mudaram o contexto político depois de uma década. A Cúpula dos Povos, na  opinião de Fátima, pode ser um ponto importante para a acumulação de força  política, para novas convergências e para abrir um grande diálogo com a  sociedade sobre os rumos possíveis. Não é por outro motivo, comenta, que o  Comitê Facilitador da Cúpula dos Povos, do qual faz parte, escolheu realizar a  Cúpula no Aterro do Flamengo – quando o evento oficial da ONU será no Riocentro,  distante da área central do Rio de Janeiro. Com isso, o debate sobre outra  economia segue para um espaço reconhecidamente público, que poderíamos  considerar bem comum da cidade. <br /><br />O seminário "Rumo à Rio+20: Por uma  outra economia" for organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA),  ASPTA - Agricultura Familiar e Agroecologia; FASE - Solidariedade e Educação;  FBSSAN - Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; FBES  - Fórum Brasileiro de Economia Solidária  e Núcleo Amigos da Terra Brasil e  SOF - Sempreviva Organização Feminista.
<p style="text-align: justify; "><a>http://www.fase.org.br/v2/pagina.php?id=3641</a></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-POLITICA-SOCIOAMBIENTAL</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-07T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil">
    <title>Novo Código da Mineração mobiliza sociedade civil</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil</link>
    <description>A antiga lei está defasada em relação aos problemas que a economia extrativista apresenta atualmente. Essa desatualização favorece as empresas multinacionais e os holdings nacionais, pois há no texto tantos vazios jurídicos que coloca em risco a soberania nacional e os recursos naturais, como patrimônio geracional e bem comum. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><b>Edélcio Vigna, assessor político do Inesc</b></p>
<p style="text-align: justify; "><b>I) </b><b>Contexto social</b></p>
<p style="text-align: justify; ">A declaração do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o governo vai encaminhar ao Congresso Nacional o projeto de lei que altera o atual Código da Mineração, mobilizou as organizações sindicais, sociais e movimentos populares. No Fórum Social Temático , realizado em Porto Alegre-RS, a questão do extrativismo foi tema de uma mesa de debates organizado pelo Observatório do Pré-Sal e da Indústria Extrativista Mineral.</p>
<p style="text-align: justify; ">Marcel Gomes, da Carta Maior, no artigo “<i>Ativistas cobram fundo social em Novo Código de Mineração</i>” (28/01/2012), destacou que as “<i>ONGs e movimentos sociais brasileiros defendem que a nova legislação, que pode ser enviada pelo governo federal ao Congresso ainda neste semestre, traga compensações a comunidades locais.</i>”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma preocupação das organizações é a possibilidade do texto do projeto de lei que está sendo analisado pela Casa Civil da Presidência da República, ter sido elaborado pelos técnicos da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). A suspeita que os interesses empresariais em jogo possam se sobrepor aos interesses nacionais procede, pois o mercado de minérios brasileiro saltou de R$ 58 bilhões (2003) para R$ 201,9 bilhões<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn1">[1]</a> (2010). Essa preocupação se justifica quando se avalia como foi o processo de elaboração do Código Florestal, quando os interesses das multinacionais agroalimentares, de distribuição e comercialização, e de grandes produtores rurais se sobrepuseram aos interesses dos povos da floresta e de grande parte da sociedade civil organizada.</p>
<p style="text-align: justify; ">Escaldados pela sofrida experiência do Código Florestal os movimentos sociais e sindicais se reuniram durante o Fórum Social Temático e preparam uma estratégia para pressionar o governo federal a abrir um canal de diálogo para antecipar os itens de concordância e discordâncias para que possam ser antecipadamente solucionados. O Inesc avalia que seria uma boa política haver uma rodada de debates com as organizações do Observatório do Pré Salsobre a minuta do projeto de Código antes da Casa Civil enviar a proposta ao Congresso.</p>
<p style="text-align: justify; "><b>II) </b><b>Mineração e seus impactos </b></p>
<p style="text-align: justify; ">O Brasil aparece como uma das grandes nações exportadoras de minério e a Vale do Rio Doce, 2ª empresa mundial de mineração foi eleita recentemente  a pior corporação do mundo, de acordo com o Public Eye Awards<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn2">[2]</a>. Segundo o Movimento de Atingidos pelas Barragens (MAB) e o movimento Justiça nos Trilhos, “<i>ela coleciona 111 processos judiciais e 151 administrativos referentes ao desrespeito à legislação ambiental, aos direitos trabalhistas e a toda sorte de violação de direitos humanos nos locais onde atua</i>”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Atualmente, a Vale exporta mais de 300 milhões de toneladas de ferro e  outros minérios sob uma frouxa fiscalização por parte dos governos. O atual decreto de mineração foi editado em um período em que a disputa pelo domínio do mercado brasileiro de extração mineral era quase inexistente. Os grandes cartéis, trustes e holdings<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn3">[3]</a>, que se desenvolveram como instrumentos de dominação de mercado desde o século XIX, só foram tomar corpo no Brasil a partir da década de 90, quando a CVRD foi privatizada.</p>
<p style="text-align: justify; ">A situação socioambiental de degradação das áreas onde a mineração industrial e a lavra garimpeira se desenvolvem é de extrema gravidade. Os efeitos nocivos junto ao solo, as águas, a vegetação local e periférica, aos insetos e animais silvestres e para a saúde humana são de longo prazo e de difícil contabilização financeira. Ao esgotar a jazida mineral o que sobra são problemas socioeconômicos nas mais diversas dimensões. São populações, antes empregadas, que ficam vagando pelo território ou se acomodam com o subemprego, legal ou ilegal, nas periferias urbanas. As atuais cidades que floresceram sob a extração mineral, murcham sem o brilho turístico das cidades mineiras do século XVIII.</p>
<p style="text-align: justify; "><b>III) </b><b>Decreto-Lei nº 227/67 - Dá nova redação ao Decreto-lei nº 1.985, de 29/01/1940.</b></p>
<p style="text-align: justify; ">O atual regime de mineração é proveniente de um Decreto-Lei nº 227/67, quando o país usufruía dos benefícios, nunca partilhados, do “<i>milagre econômico brasileiro</i>”. Nesta época a Vale, criada em 1942 por Getúlio Vargas, já era uma empresa de economia mista, com controle acionário do Governo. A CVRD foi privatizada em 1997, no Governo FHC, sendo que as ações ordinárias do governo foram adquiridas por um consorcio liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).</p>
<p style="text-align: justify; ">Depois do Decreto 227/67, surgiramoutros que atualizavam o setor e, conforme o contexto econômico, se alteravam : decretos sobre faturamento líquido; processo de beneficiamento; alíquotas; repasses das arrecadações; limites de aplicação dos repasses; e, participação do proprietário<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn4">[4]</a>. Este emaranhado jurídico, que gera uma insegurança jurídica, é uma das preocupações do governo, investidores, proprietários, entre outras categorias que formam a cadeia da extração mineral no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify; ">O atual Código da Mineração<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn5">[5]</a>, defasado, não faz nenhuma referência à extração mineral em territórios indígenas, áreas de proteção permanente, unidades de conservação ambiental, e outras áreas consideradas como bens comuns da União ou de territórios tradicionais, como o dos remanescentes de quilombolas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Pode-se observar, mesmo sem qualquer expertise em legislação mineral, que o texto do atual Código se refere mais à lavra garimpeira do que à industrial, mesmo prevendo diversos regimes de exploração, inclusive o de monopólio, quando ocorre a intervenção direta ou indireta do governo. O Código regula os direitos sobre as jazidas; o regime de aproveitamento e a fiscalização pelo governo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Código em vigor, decretado em 1967, pelo então presidente-general Castello Branco, está defasado em relação aos problemas que a economia mineradora extrativista apresenta atualmente. Esta desatualização favorece as empresas multinacionais e os holdings nacionais, pois há no texto tantos vazios jurídicos que coloca em risco a soberania nacional e os recursos naturais, como patrimônio geracional e bem comum. Por isso, é necessária uma revisão completa no texto legal, desde que se assegure uma participação social efetiva neste processo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Congresso Nacional detém a representação política da população e dos estados brasileiros, e também possui diversos instrumentos de que possibilitam a participação social no processo legislativo. São por meio destes instrumentos, como Audiências Públicas (Regimento Interno-RI, art. 255), petições, reclamações, representações ou queixas (RI, art. 253), sugestões de iniciativa legislativa, de pareceres técnicos, de exposições e propostas oriundas de entidades científicas e culturais (RI, art. 254), entre outras<a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftn6">[6]</a>, que as organizações da sociedade civil pretendem incidir sobre a tramitação política e de conteúdo do Código de Mineração.</p>
<p style="text-align: justify; "><br clear="all" /></p>
<hr size="1" style="text-align: justify; " width="33%" />
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref1">[1]</a> Fonte: Secretaria de Comércio Exterior/Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), in “Considerações sobre a renda extrativista no Brasil”, Mineiro, Adhemar e Deloupy, Maria de Lourdes, acesso <a href="http://www.observat%C3%B3riodopresal.com.br/">WWW.observatóriodopresal.com.br</a>, 2012.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref2">[2]</a>A organização “Olhos do Público” criou em 2000, o prêmio “<i>a pior corporação do mundo</i>” que é concedido anualmente à empresa escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref3">[3]</a> <b>Cartel</b>: acordo firmado entre empresas do mesmo ramo, a fim de estabelecer o preço de uma mercadoria e controlar o produto. Ex.: Opep, <a href="http://pt.shvoong.com/tags/cartel/" target="_blank">Cartel</a> do cimento no Brasil. <b>Truste</b>: Conglomerado de empresas de um só dono, atuando em setores diversos da economia. Ex.: grupo Bradesco, globo e Votorantim. <b>Holding</b>: uma empresa é criada para administrar um grupo delas para promover determinada oferta de produtos e serviços. Deca: Oferece bidês, chuveiros, pias, mictórios, etc.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref4">[4]</a> Mineiro, Adhemar e Deloupy, Maria de Lourdes, “Considerações sobre a renda extrativista no Brasil”, 2012.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref5">[5]</a> Acessado em 01/02/2012 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0227.htm</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/novo-codigo-da-mineracao-mobiliza-sociedade-civil/#_ftnref6">[6]</a> Regimento interno da Câmara dos Deputados, Art. 254, § 4º - “As demais formas de participação recebidas pela Comissão de Legislação Participativa serão encaminhadas à Mesa para distribuição à Comissão ou Comissões competentes para o exame do respectivo mérito, ou à Ouvidoria, conforme o caso”.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-03T15:21:54Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/carta-aberta-para-os-indigenas-do-brasil-sobre-a-participacao-na-rio-20">
    <title>Carta Aberta para os Indígenas do Brasil sobre a Rio +20</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/carta-aberta-para-os-indigenas-do-brasil-sobre-a-participacao-na-rio-20</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p align="center"><b>AOS NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS, POVOS E ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DO BRASIL E DO MUNDO</b></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Nós, representantes de Povos Indígenas e dirigentes de organizações indígenas do Brasil, membros das organizações que compõem a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB; Articulação dos Povos Indígenas do Sul - ARPINSUL; Grande Assembléia do Povo Guarani - ATY GUASU; Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal – ARPIPAN  y Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste - ARPINSUDESTE), reunidos na cidade de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, durante os dias 29 a 31 de janeiro de 2012, após participarmos do Foro Social Temático: crise do capitalismo, justiça social e ambiental e da Assembléia dos Movimentos Sociais, realizados no período de 24 a 28, visando a Cúpula dos Povos e a “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD)”- Rio + 20, que serão realizados no mês de junho deste ano na cidade de Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante os diferentes processos de organização, preparação e participação para a Conferência Rio + 20, manifestamos às nossas organizações irmãs da Abya Yala, Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI), Conselho Indígena da América Central (CICA) e outras organizações indígenas deste continente e do mundo, o nosso posicionamento sobre estes processos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Primeiro – Considerando a importância das problemáticas e temas diversos agendados pelas Nações Unidas, em razão de seus evidentes impactos sobre a vida dos nossos povos, registramos o nosso desacordo pela forma como os organismos oficiais envolvidos, alguns sob coordenação de indígenas em nível nacional e internacional, tem agido, centrando em indivíduos a organização da agenda global nos aspectos que nos afetam.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo – Repudiamos o fato de que tenham ignorado até o momento a participação dos nossos dirigentes e organizações do Brasil e da Abya Yala nesses processos, dizendo que estas não representam aos nossos povos e que no caso do Brasil somente existem duas organizações que seriam as representativas, o Comitê Intertribal e o Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (CONAMI).</p>
<p style="text-align: justify; ">Terceiro – Queremos esclarecer aos nossos irmãos e irmãs do Brasil e do mundo que estas organizações estão coordenadas por pessoas que trabalham no órgão indigenista oficial, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), de vinculação questionável junto às comunidades indígenas. Já as nossas organizações, que como toda organização social podem ter os seus problemas, na história do movimento indígena brasileiro, são atuantes, tem pautas de luta junto a suas bases e tem sido importantes, sob coordenação da APIB, nas dinâmicas de incidência junto o governo federal e nas ações reivindicatórias dos nossos povos e organizações.</p>
<p style="text-align: justify; ">Por conta destas lutas nos espaços institucionais e sobretudo pelas lutas concretas que se desenvolvem nas nossas bases em defesa das nossas terras e territórios, contra o latifúndio, o monocultivo, o agronegócio, os grandes empreendimentos como as hidrelétricas, portos, estradas e o extrativismo industrial (madeireiro, mineiro, entre outros), muitos dos nossos líderes de organizações e associações locais tem sido assassinados, são perseguidos e presos arbitrariamente. No ano de 2010 foram assassinados 63 irmãos nossos sem que haja havido ate o momento, por parte do poder judiciário, o julgamento e a condenação dos autores intelectuais e executores.</p>
<p style="text-align: justify; "><i> </i></p>
<p style="text-align: justify; ">Jamais admitiremos que esta realidade e trajetória de luta seja ignorada e desrespeitada.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quarto  – Perante estes fatos reafirmamos que não reconhecemos dinâmicas, instâncias e iniciativas que não tenham passado por processos de consulta e coordenação com as nossas organizações, fazendo exatamente o que os governos costumam fazer ao violar frequentemente o nosso direito à consulta livre, prévia e informada, estabelecido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Concretamente, ressalvando o respeito aos nossos irmãos e irmãs que ali comparecerão, não reconhecemos que a Karioca II seja o espaço de discussão da agenda global da Rio + 20 e de outras questões que nos afetam enquanto povos, pois trata-se de uma iniciativa claramente de caráter oficial desvinculada da realidade social e política, dos problemas concretos dos nossos povos e comunidades.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quinto – Reafirmamos perante todos os nossos irmãos e irmãs, os diferentes órgãos governamentais, organizações não governamentais e as mais diversas organizações políticas, sociais e populares do Brasil e do mundo que o espaço de discussões da agenda global e da pauta específica dos povos e comunidades indígenas será o Acampamento Terra Livre  (ATL), pelo Bom Viver e Vida Plena, no Rio de Janeiro, no contexto da Cúpula dos Povos e da Conferência das Nações Unidas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Esclarecemos que o Acampamento Terra Livre até agora tem sido a maior ação política que os nossos povos e organizações tem desenvolvido anualmente a partir de 2004, reunindo aproximadamente 1000 lideranças indígenas para discutir os seus problemas, demandas, reivindicações e propostas comuns diante o Estado brasileiro. Neste ano decidimos realizá-lo no Rio de Janeiro, com o propósito de internacionalizá-lo e com a esperança de fazer dele um espaço de convergência com os nossos irmãos e irmãs do mundo que virão à Cúpula dos Povos e à Conferência da ONU.</p>
<p style="text-align: justify; ">Sexto – Para concluir, convocamos a todos os povos, organizações e lideranças indígenas do Brasil e do mundo para que se juntem conosco com o objetivo de mostrar aos governos e corporações transnacionais, que apesar das distâncias geográficas, de línguas e outras diferenças, estamos unidos, temos problemas semelhantes, direitos, necessidades e aspirações comuns pelas quais deveremos lutar e incidir nos distintos espaços nacionais e internacionais durante e muito além da Rio + 20.</p>
<p> </p>
<p align="center"><b>Pelo Bem Viver e a Vida Plena dos Nossos Povos</b></p>
<p align="center"><b> </b></p>
<p align="center"><b>Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – ABIB</b></p>
<p> </p>
<p>Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 31 de janeiro de 2012.</p>
<p> </p>
<p><span style="height: 24px;"><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-REFORMA-AGRARIA-E-SOBERANIA-ALIMENTAR</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-03T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/encontro-da-consocial-no-df-reune-experiencias-de-todo-o-brasil">
    <title>Encontro da Consocial no DF reúne experiências de todo o Brasil</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/encontro-da-consocial-no-df-reune-experiencias-de-todo-o-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Matéria publicada no site oficial da <a class="external-link" href="http://www.consocial.cgu.gov.br/noticias/encontro-da-consocial-no-df-reune-experiencias-de-todo-o-brasil/">Consocial</a></p>
<p style="text-align: justify; ">Cerca de 140 representantes da 1ª Conferência       Nacional de         Transparência e Controle Social (Consocial) se reuniram em         Brasília nesta       quarta-feira, 01 de fevereiro, para trocar   experiências sobre as       atividades já       realizadas em 2.400   municípios brasileiros desde 2011. Os       participantes vieram         de todos os estados brasileiros para também traçar estratégias de         mobilização       da sociedade nas conferências estaduais, livres e   virtual que       antecedem a       Conferência Nacional, agendada para   os dias 18, 19 e 20 de maio,       na capital do       País.</p>
<p style="text-align: justify; ">No período da manhã, os presidentes das       Comissões Organizadoras         Estaduais (COEs) apresentaram um balanço do processo   conferencial.       Todos os       participantes, entre eles membros da   organização nacional e       integrantes da       coordenação executiva   da conferência, destacaram a importância do       envolvimento        dos  cidadãos e da sociedade civil organizada para tornar        democrático  todo o       processo. “As conferências livres configuram  um excelente  espaço       de       participação social”, afirmou a  diretora de  Prevenção da Corrupção       da CGU,       Vânia Vieira,  presidente da  Comissão Organizadora Nacional, Vânia       Vieira.</p>
<p style="text-align: justify; ">“As principais políticas públicas são frutos       dos processos         das conferências”, disse o diretor de Participação Social da         Secretaria-Geral       da Presidência da República, Pedro Pontual. Para a   representante       da Central       Única dos Trabalhadores (CUT),   Vera Lúcia Ramos, a Consocial       proporciona à       sociedade a   oportunidade de participar ativamente das decisões       tomadas e         defender opiniões. “É um exercício de cidadania, uma ocasião         inédita em que a       pessoa contribui levando conteúdos para o   debate”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Experiências</b></p>
<p style="text-align: justify; ">Os debates tiveram início às 10 horas da manhã       e         prosseguiram até o fim da tarde. A reunião extraordinária para         avaliar as diretrizes       do processo conferencial da Consocial teve   como um dos destaques a       troca de       experiência entre os   protagonistas das etapas realizadas nos       municípios de todo       o   Brasil, que podem servir de referência para outras cidades, bem         como para as       etapas estaduais e a nacional. A seguir, relatos de   participantes,       incluindo       Núcleos de Ação de Prevenção à   Corrupção (NAPs) e COEs.<i> <br /></i></p>
<p style="text-align: justify; "><i>“As etapas municipais         já foram realizadas em 62   municípios. Agora nosso esforço será         realizar as           conferências livres e a virtual. Nós observamos que a população           realmente se         interessa pelo tema. Obtivemos experiências   maravilhosas nesse         trabalho,         principalmente no interior,   onde a realidade é diferente”, </i><b>Rafael Nova</b>, represente do NAP Amazonas.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>“Nossa estratégia de mobilização         está voltada para a   aproximação dos movimentos sociais, que têm         uma atuação           muito forte, o que contribui com o sucesso da conferência. Acho           que vamos ter         um país bem melhor após a realização do processo   conferencial”, </i><b>Wellinton Resende</b>, representante do NAP       Maranhão.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>“O sucesso da mobilização no nosso         estado se deve também à   sensibilidade da governadora estadual,         que           disponibilizou recursos para a realização das conferências           regionais programadas,         que foram 100% executadas”, </i><b>Ielma         Rezende</b>, COE Sergipe.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>“O nosso grande foco de mobilização         está nas escolas e em   entidades da sociedade civil, que realizam         atividades           setorizadas de mobilização social. As redes sociais também foram           grandes         aliadas nesse trabalho. Uma das atividades livres que           programamos foi um         concurso cultural nas escolas  públicas  do DF, de fevereiro a         abril”</i>, <b>Jean Lima</b>, Comissão Organizadora       Distrital - COD Distrito Federal.</p>
<p style="text-align: justify; ">“<i>Nós buscamos o apoio da Associação de Municípios do        Estado,  utilizamos       intensamente as redes sociais, enviamos  informações por  e-mail,       interagimos com       as instituições  locais e com um  trabalho intenso</i>”, <b>Rosa         Tenório</b>, COE Alagoas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>TEMAS-DEMOCRACIA-PARLAMENTO-SOCIEDADE</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-02-02T11:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/carta-aberta-pela-democratizacao-e-transparencia-do-judiciario">
    <title>Carta Aberta pela Democratização e Transparência do Judiciário</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/carta-aberta-pela-democratizacao-e-transparencia-do-judiciario</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><i>Cerca de 200 entidades de direitos humanos e movimentos sociais de todo o Brasil, aliados a cerca de 100 personalidades do mundo jurídico, acadêmico e político entregam Carta Aberta no ato público da OAB nesta 3ªf, 31/01, às 14hs, em Brasília.</i></p>
<p style="text-align: justify; ">Organizada pela JusDH – Articulação Justiça e Direitos Humanos, e assinada por cerca de 200 entidades de direitos humanos e 100 personalidades, a Carta Aberta pela Democratização e Transparência do Judiciário vem sendo reconhecida como uma das maiores mobilizações da sociedade em torno de uma questão ligada à justiça e ao Poder Judiciário.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante das denúncias trazidas à tona pela atuação da Corregedoria Nacional de Justiça, e a reação corporativa de setores da magistratura nacional, a Carta Aberta apresente-se como um veículo para a sociedade manifestar o seu anseio por mudanças no Poder Judiciário, tornando-o mais democrático, sensível aos problemas econômicos, sociais e culturais do povo brasileiro, e verdadeiramente comprometido com a efetivação dos direitos humanos no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify; ">Neste sentido, a Carta Aberta será levada aos órgãos de cúpula da administração da justiça, no intuito de demonstrar ao judiciário, ministério público, defensoria pública e advocacia que a sociedade organizada anseia por uma verdadeira Reforma do Judiciário agora voltada para a Democratização da Justiça.</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.inesc.org.br/noticias/biblioteca/textos/carta-aberta-transparencia-no-judiciario" class="external-link">Clique aqui e veja a carta </a></p>
<p style="text-align: justify; "><b>Expediente:</b></p>
<p style="text-align: justify; ">Publicização e Entrega da Carta Aberta pela Democratização e Transparência no Judiciário</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Evento:</b> Ato Público do Conselho Federal da OAB em Defesa do CNJ</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Local:</b> Conselho Federal da OAB – Brasília/DF</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Horário:</b> 14hs, 3ªf, 31/01</p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-01T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/abertura-do-forum-social-tematico-2012-confira-o-video">
    <title>Abertura do Fórum Social Temático 2012  - Confira o vídeo </title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2012-1/fevereiro/abertura-do-forum-social-tematico-2012-confira-o-video</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><b>Marcha de Abertura </b><b>Marcha de abertura do FST 2012 reúne 20mil em Porto Alegre</b></p>
<p style="text-align: justify; ">A marcha de abertura do Fórum Social  temático 2012 reuniu cerca de 20 mil pessoas em Porto Alegre, na tarde  desta terça-feira. A comissão organizadora considerou o ato de abertura  do FST 2012 um sucesso. Provando mais uma vez ser um espaço da  pluralidade de pensamento, a marcha teve espaço para as mais diversas  causas e ativismos. Movimentos sociais do Brasil e do mundo empunharam  suas bandeiras e passaram suas mensagens. Lá estavam representados o  movimento LGBT, feministas, o movimento negro, ambientalistas,  indígenas, trabalhadores, estudantes, entre diversos outros.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Edélcio Vigna, assessor  político do Inesc que participa do evento, as organizações sociais, com  toda sua diversidade temática, apresentou as suas propostas e críticas.  “As da educação reivindicavam 10% do PIB. A SOS Mata Atlântica, além das  faixas criticando o Código Florestal, apresentou um grupo de teatro que  encenou a morte das florestas. Travestis pediram o direito a  visibilidade sem sofrer violência”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Nem o calor intenso no início, nem a  chuva torrencial desaminaram os participantes. Depois de caminhar desde o  largo Glênio Peres até o anfiteatro Pôr do Sol, os participantes se  concentraram para acompanhar os shows de abertura do FST 2012. <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=DAxR1ygOIDs">Veja aqui o vídeo com imagens da Marcha de Abertura</a></p>
<p style="text-align: justify; ">Nota sobre a cobertura da Marcha contou com informações da assessoria do FST 2012</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-01T13:26:02Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/governo-refaz-a-parceria-social-para-construcao-de-cisternas">
    <title>Governo refaz a parceria social para construção de Cisternas</title>
    <link>http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2012/fevereiro/governo-refaz-a-parceria-social-para-construcao-de-cisternas</link>
    <description>A pressão social e denuncias da mídia nordestina garantiram a continuidade do Programa de Cisternas, que envolve uma metodologia de tecnologia social desenvolvida a partir das experiências e vivências das próprias comunidades do semiárido</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><b>Edélcio Vigna, assessor do Inesc</b></p>
<p style="text-align: justify; ">No final de 2011 um desencontro de informações sobre a suspensão do programa de construção de cisternas no semiárido mobilizou parte da sociedade civil organizada, que se mostrou a favor da continuidade do projeto que tem garantido água potável para milhares de famílias e para criação de animais.</p>
<p style="text-align: justify; ">O governo queria substituir a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), que envolve uma metodologia de tecnologia social desenvolvida a partir das experiências e vivências das próprias comunidades do semiárido, pelo programa “Água para Todos”, que implantaria cisternas de plástico.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além da pressão social, que garantiu a continuidade do programa, a mídia nordestina denunciou que o Ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, estaria favorecendo o seu reduto eleitoral que “receberá 22.799 mil unidades, 40% das 60 mil cisternas adquiridas”.</p>
<p style="text-align: justify; ">O jornal “Ceará Agora” publicou que “a cisterna de plástico fornecida pela Dalka do Brasil Ltda custa duas vezes mais do que as tradicionais cisternas de placa construídas no semiárido nordestino. O custo unitário do equipamento de polietileno é de R$ 3,5 mil, enquanto uma cisterna tradicional custa R$ 1,8 mil”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante destas denuncias e da pressão social, a Presidência chamou a responsabilidade para si e determinou que o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome (MDS) repensasse os termos da parceria com a ASA e encontrasse uma saída honrosa para esse equívoco político.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com base na Lei nº 9.790/1999, que atribui ao Conselho acompanhar e monitorar a formalização e execução dos referidos Termos de Parceira, e atendendo a demanda de grande parte de seus conselheiros, elaborou uma Exposição de Motivos para a Presidenta da República.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ressaltando os “excelentes resultados produzidos na execução conduzida pela AP1MC”, o Consea recomendou “a celebração de novo termo aditivo, de prazo, metas e custos”.  Este programa tem garantido a “segurança alimentar e nutricional de, aproximadamente, 38 milhões de pessoas distribuídas em 11 estados brasileiros”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além dessa recomendação o Consea apresentou outras, como a inclusão do Consea nas reuniões do Programa de Cisternas; o estabelecimento de meta atribuindo à AP1MC a implementação de 150 mil cisternas por ano; a ampliação da participação da sociedade civil na elaboração e implementação dos programas relacionados à segurança alimentar e nutricional; e a ampliação das tecnologias de captação de água da chuva para produção de alimentos.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Inesc, que esteve envolvido na mobilização das organizações sociais, e tem representação no Consea, entende que a Exposição de Motivos encaminhada à Presidenta Dilma Rousseff é pertinente e vem no sentido de recompor um gesto injusto por parte dos gestores governamentais. Entende-se, também, que a Presidenta deverá promover uma investigação a respeito das denuncias que a mídia trouxe à tona sobre do Ministro da Integração Nacional.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>inesc</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2012-02-01T12:27:46Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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