Senado brasileiro condena a Quarta Frota dos Estados Unidos
Publicado em 07/08/2008 10:23
De acordo com informações da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), os senadores também pretendem debater o assunto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, além de convidar o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, para prestar esclarecimentos ao Senado sobre as intenções de George Bush com a reativação da Quarta Frota. Segundo parlamentares, a reativação coincide com questões importantes como a recente descoberta de petróleo na costa brasileira e a proposta de criação do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
O senador Pedro Simon (PMDB/RS) reagiu ao embaixador norte-americano, que manifestou surpresa com a iniciativa dos senadores, alegando que a frota ianque teria como objetivo realizar missões humanitárias. “Para isso não faz sentido a presença de uma frota nuclear”, ironizou Simon.
A reativação da Quarta Frota também provocou protesto no Parlamento do Mercosul, onde deputados e senadores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, reunidos em Montevidéu, no Uruguai, aprovaram uma declaração conjunta condenando a decisão do presidente norte-americano. Segundo o documento, o regresso da “força militar é desnecessário e inoportuno, pois a região é pacífica e democrática, e resolve os seus conflitos de forma negociada e segundo os princípios da não intervenção”.
Na reunião de cúpula de presidentes do Mercosul, realizada no início de julho na província argentina de Tucumán, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, também fizeram duras cobranças ao governo Bush, manifestando forte preocupação com a reativação da Quarta Frota.























