Rebrip apóia quebra de patente de medicamento Efavirenz
Medicamento usado no coquetel de tratamento do HIV tem patente quebrada pelo Ministério da Saúde em portaria declara o Efavirenz "de interesse público". Sociedade civil apóia ação governamental.
| GTPI: LICENÇA COMPULSÓRIA MEDICAMENTO EFAVIRENZ |
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Nota do Grupo de Trabalho sobre Propriedade
Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povo (REBRIP) sobre
a Emissão da Licença Compulsória do Medicamento EFAVIRENZ
(04 de maio de 2007) O Grupo de Trabalho sobre
Propriedade Intelectual (GTPI) da Rede Brasileira Pela Integração dos
Povos (REBRIP), vem externar seu apoio e reconhecimento à medida do
governo federal de emitir licença compulsória ao medicamento Efavirenz,
cuja patente pertence ao laboratório Merck Sharp & Dohme. Essa
decisão histórica vem se somar aos esforços da sociedade civil no
sentido de lutar pela garantia ao acesso aos medicamentos, pela
sustentabilidade das políticas públicas de saúde, como o acesso
universal e irrestrito aos antiretrovirais para o tratamento as pessoas
que vivem com HIV/AIDS e pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Entendemos que o uso da licença
compulsória permite a obtenção e produção de versões genéricas a preços
mais acessíveis, permitindo a garantia dos direitos humanos
fundamentais, especificamente o direito à saúde. A medida tomada vem em
um momento onde o governo brasileiro apresenta as condições para
garantir o abastecimento, tendo em vista a possibilidade de importação
imediata de medicamentos com qualidade e a posterior produção local.
Ressaltamos a legalidade e a
legitimidade do instrumento utilizado tanto na legislação nacional,
quanto nos acordos internacionais de comércio, no caso o Acordo TRIPS
da Organização Mundial do Comércio. Os interesses que moveram a
constituição deste Acordo estão cada dia mais claros e demonstram o
reforço da apropriação privada do conhecimento e dos bens tecnológicos,
ampliando a margem de lucros das empresas transnacionais. Esses lucros
são alavancados na medida em que se estende à proteção de produtos
essenciais para a sobrevivência humana, como os medicamentos.
Por fim, consideramos a soberania do
Brasil para estabelecer medidas que assegurem a proteção da saúde
pública. Nesse sentido, a medida adotada hoje pelo governo brasileiro
representa uma vitória do interesse público sobre os interesses
comerciais no trato da questão de acesso, que pode e deve impulsionar o
licenciamento de outros medicamentos fundamentais ao tratamento de
diversas enfermidades que afetam o país.
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