Conferência da FAO
Foi sob o signo da crise alimentar internacional que aconteceu em Brasília, em abril passado, a XXX Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe. A FAO é a organização da ONU para a Alimentação e Agricultura. O governo brasileiro, anfitrião e um dos principais exportadores de alimentos para o mercado internacional, alinhou apressadamente respostas a uma conjuntura política inesperada. Diante de representantes de 33 nações da América Latina e do Caribe, balbuciou frases desencontradas e buscou conectar motivos diferenciados para uma crise sistêmica do mercado internacional.
O governo reapresentou para uma plenária internacional o fortalecimento de suas políticas públicas como forma de blindar a sociedade de uma penúria alimentar. Atualmente, há novas análises da crise correlacionando as suas diversas dimensões. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) aprofundou seus estudos e fez uma série de recomendações ao presidente da República. Confira a exposição de motivos do Consea.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, declarou que “a resposta à crise de segurança alimentar é mais agricultura familiar, mais política pública, mais reforma agrária, mais desenvolvimento rural. É necessário afirmar o novo modelo de produção para o século 21, um modelo agroecológico e socialmente includente. Nesse modelo não há espaço para a monocultura, o latifúndio, o livre mercado e os modelos insustentáveis de produção".























