Combate ao racismo: uma luta de 120 anos
No último dia 13 de maio, em que o Brasil comemorou 120 anos da abolição da escravidão no Brasil, o Inesc defendeu a necessidade de "uma nova abolição", acompanhada de políticas públicas que promovam direitos e inclusão social de negros e negras, historicamente mantidos à margem dos avanços sociais. Uma pesquisa recente feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que se a velocidade da implantação de políticas públicas para a inclusão de negros/as fosse mantida, a igualdade entre brancos e negros só seria concretizada daqui a 50 anos.
Quando se trabalha com os temas da pobreza e da desigualdade, como é o caso do Inesc, fica claro o nível de exclusão de negros e negras no Brasil. E a exclusão ocorre nos mais diversos espaços: no acesso à educação, à saúde, ao mercado de trabalho, entre outros. Por isso, o Inesc trabalha na defesa da aprovação de instrumentos que efetivem direitos para a população negra, e integra a articulação Diálogos contra o Racismo, que reúne diversas organizações da sociedade civil. Entre esses instrumentos, está a defesa das cotas para negros/as. Em maio, destacando os 120 anos de luta pela igualdade racial no Brasil, o movimento negro entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal um manifesto em favor das cotas: o Manifesto em Defesa da Justiça e Constitucionalidade das Cotas. Confira.























